Foto: Divulgação/Polícia Federal
A área com exploração ilegal de madeira em Roraima correspondeu a mais de 5 mil campos de futebol em um ano. Os dados são de um levantamento do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A pesquisa tem base em imagens de satélites.
Conforme o estudo, no período de agosto de 2019 a julho de 2020, as imagens mostram que 9.458 hectares de florestas do estado tiveram exploração de madeira. Destes, 5.217,01 hectares (55%) de forma ilegal. Além disso, 4.240,89 hectares (45%) tiveram a permissão da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado de Roraima (Femarh).
De acordo com a pesquisa, da extração ilegal, aproximadamente 2.955 hectares estão localizados em imóveis cadastrados e 1.338 em áreas sem informações cartográficas.
Dessa forma, 717 hectares estão dentro de projetos de assentamento (PA), 163 hectares em terras indígenas (TI), 25 hectares em terras não destinadas e 19 hectares em Unidades de Conservação (UCs).
Conforme o levantamento, na divisa com o Pará e o Amazonas, os territórios indígenas Waimiri-Atroari e Trombetas/Mapuera são atingidos pela exploração ilegal de madeira.
Eles tiveram 92 e 70 hectares afetados, respectivamente. Somadas, essas áreas correspondem a mais de 160 campos de futebol.
Além das terras indígenas, também não é permitida a extração de madeira nas unidades de conservação de proteção integral. Em Roraima, a exploração madeireira afetou ainda a Estação Ecológica de Maracá (ESEC) com 18 hectares.
Dos 15 municípios de Roraima, Rorainópolis e Amajari são os que tiveram maiores índices de extração madeireira. 44,75% e 40,3%, respectivamente. Os números mostram um total de 95% da exploração.
Ainda conforme o estudo, toda a exploração de madeira no município de Amajari ocorreu de forma ilegal. A pesquisa também diz que, do total de áreas exploradas ilegalmente, 14% estavam dentro de assentamentos da reforma agrária e 57% em imóveis rurais cadastrados.
De acordo com o estudo, no caso de Roraima, o Governo do Estado “tem informação para responsabilizar grande parte dos envolvidos com a exploração ilegal. Pois a maioria das áreas exploradas sem autorização ocorreram em poucos municípios e em imóveis rurais já cadastrados no Cadastro Ambiental Rural [CAR] ou no Sistema de Gestão Fundiária [SIGEF]”.
Dentre os 7 estados analisados, Roraima ficou em 6º lugar, com 2% da exploração madeireira identificada no geral.
Conforme o Imazon, a área de exploração madeireira na Amazônia no mesmo período chegou a 464.759 hectares, sendo mais da metade (50,8%) apenas em Mato Grosso, seguido pelo Amazonas (15,3%).
O Imazon diz ainda que a exploração madeireira pode provocar a degradação florestal, que é um dano ambiental diferente do desmatamento.
“Na degradação, a floresta fica empobrecida por distúrbios, como a retirar a madeira sem planos de manejo”.
Já o desmatamento ocorre quando há o chamado “corte raso”, a remoção completa da vegetação, que pode ser feita com objetivo de transformar a área em pastagem, lavoura ou garimpo, por exemplo.
Fonte: Da Redação
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