Cidades

Com correção do solo e tecnologia no campo, Prefeitura de Boa Vista impulsiona agricultura familiar indígena

Prática essencial para garantir a produtividade e sustentabilidade nas lavouras, a correção do solo na agricultura familiar repara deficiências nutricionais e acidez excessiva, fator que limita o crescimento das plantas. Diante dos benefícios, maquinários da Prefeitura de Boa Vista entram em ação nas 17 comunidades indígenas do Baixo São Marcos, além da região do Murupu, para aplicação de calcário.

Técnica comum para elevar os níveis de cálcio e magnésio, a aplicação de calcário, por exemplo, melhora a fertilidade do solo para receber o plantio. O secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas, Guilherme Adjuto, afirma ser necessário repor os nutrientes extraídos pelas lavouras anteriores, a fim de preservar a fertilidade do solo e garantir boa produtividade.

“Hoje, a prefeitura entrega para as comunidades indígenas a mesma receita de qualquer grande produtor de grãos, dentro e fora do estado, ou seja, tecnologia de ponta para um ganho de produtividade nas lavouras. Agora, estamos fazendo a correção de solo. Depois vem o plantio, fase em que fornecemos o adubo de base, NPK e os de cobertura também. A prefeitura ainda auxilia com colheita mecanizada”, disse.

Dobro da produção e incentivo da Prefeitura

Na comunidade Campo Alegre, os agricultores trabalham com a produção de milho, macaxeira, mandioca, melancia, banana, feijão e maxixe. Segundo a tuxaua Marister da Silva, antes, a produção ocorria em uma área de cinco hectares. No entanto, com apoio da prefeitura, a área de cultivo está sendo ampliada para dez hectares.

“Somos 154 famílias que trabalham com a agricultura familiar aqui na comunidade. Se não fosse o apoio da prefeitura, a gente não conseguiria aplicar calcário nessa área que está recebendo esse trabalho. A nossa área de plantio era insuficiente. Agora, nós dobramos para dez hectares. A cada dia a gente tem conseguido crescer mais e melhorar nossos resultados”, contou.

Tecnologia no campo

Aliadas ao manejo adequado, essas práticas permitem que a agricultura familiar alcance maior eficiência produtiva, reduzindo custos operacionais e preservando recursos naturais. Segundo o coordenador geral de agricultura da região Baixo São Marcos, Alquino Pereira, o apoio mecanizado mudou a realidade da produção nas comunidades indígenas.

“Antes, as coisas eram mais difíceis, pois a gente precisava fazer todas as etapas manualmente. Para aplicar calcário na área de plantio, trabalhávamos com a enxada na mão. Quem cultiva a terra precisa fazer tudo no tempo certo, desde a preparação do solo até a colheita, mas quem não tem apoio precisa produzir menos para conseguir cumprir todos os prazos”, destacou.

Fonte: Da Redação

Polyana Girardi

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