Cidades

Conselho Indígena e PF viajam até comunidade onde adolescente indígena foi estuprada até a morte por garimpeiros

O presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi-YY), Júnior Hekurari Yanomami e a Polícia Federal (PF), viajaram na manhã desta quarta-feira (27) até a comunidade Arakaça, onde uma adolescente indígena de 12 anos, foi morta e estuprada por garimpeiros.

Relembre

Júnior Hekurari, relatou em vídeo o caos causado pelo ataque na última segunda-feira (25) A menina e a mãe foram alvos de uma tentativa de sequestro. A mulher conseguiu se salvar, mas a criança caiu do barco no Rio Uraricoera e os Yanomami até então não tinham notícias sobre ela.

Junior ainda disse que a adolescente era sobrinha da mulher que estava com a criança. Após arremessarem ela do barco, a mãe conseguiu nadar e se salvar.

Além do vídeo, Condisi-YY informou o caso, em ofício ao Distrito de Saúde Indígena, à Secretaria Especial de Saúde Indígena, à Funai, à Polícia Federal e ao procurador da República, Alisson Marugal.

O presidente do Condisi-YY criticou a omissão do Governo Federal diante da invasão garimpeira na região. Para Júnior, a situação representa a extinção do povo Yanomami.

“A Polícia Federal já está sabendo, o Exército já está sabendo. Nós já fizemos de tudo, denunciamos, fizemos relatório com o clamor das comunidades e o Governo tem sido muito negligente com os Yanomami. Eles são omissos e irresponsáveis e até agora não fizeram absolutamente nada para proteger a população.  Os Yanomami estão sendo extintos pelos garimpeiros. Os invasores entram nas comunidades, ameaçam, estupram as mulheres e matam as crianças. É lamentável!”.

Terra Indígena Yanomami

Os moradores da Terra Yamomami sofrem com o avanço da destruição garimpeira na região. Conforme relatório da Associação Hutukara Yanomami, em 2021 o garimpo ilegal avançou 46% comparado a 2020.

Além disso, em 2021, houve um crescimento de 30% em relação ao período anterior. De 2016 a 2020, o garimpo na Terra Yanomami cresceu 3.350%.

O relatório mostrou ainda que o número de comunidades afetadas diretamente pela atividade ilegal chega a 273. De acordo com o documento, 16 mil pessoas moram nesses locais, ou seja, 56% da população total fica prejudicada.

Ao todo, há 350 comunidades indígenas na Terra Indígena, com uma população de aproximadamente 29 mil pessoas.

Fonte: Da Redação

Polyana Girardi

Recent Posts

Campeonato Roraimense: Sampaio vence Baré e garante vaga na semifinal

São Raimundo, Monte Roraima, Sampaio e Baré se classificaram

3 horas ago

Aumento no número de ocorrências de incêndios acende alerta para práticas criminosas

Queimas controladas anteriormente autorizadas foram suspensas temporariamente devido ao período de estiagem

6 horas ago

Escola Estadual Alan Kardec em São Luiz do Anauá está sem aulas para curso Técnico em Farmácia, diz denúncia

Mãe do aluno afirmou que ele só está matriculado nesta escola porque quer que tenha…

7 horas ago

Projeto que proíbe liberdade provisória a acusados de homicídio é analisado no Senado

PL altera o Código de Processo Penal para impedir que acusados de matar alguém dolosamente…

8 horas ago

Mãe de criança com puberdade precoce denuncia falta de medicamento para tratamento da filha na Saúde do Estado

Criança faz uso do leuprorrelina, medicamento que serve para interromper temporariamente a puberdade em crianças…

9 horas ago

Anvisa recolhe esmaltes em gel com substância proibida

Medida foi tomada após Impala comunicar recolhimento voluntário

11 horas ago