Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) criou um Grupo de Trabalho (GT) para visitar lideranças indígenas Yanomamis, em Roraima. O grupo chega à capital nesta segunda-feira (15) e permanece até o sábado (20).
Assim, o objetivo é acompanhar e monitorar as ações que estão sendo realizadas no território, desde o decreto de emergência em saúde na Terra Indígena Yanomami.
A agenda inclui:
Terça-feira (16) – Pela manhã, uma coletiva de imprensa com os conselheiros nacionais de saúde coordenadores da Comissão Intersetorial de Saúde Indígena (Cisi) do CNS, Rildo Mendes, da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpinsul) e Haroldo Pontes, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Além disso, pela tarde, o grupo vai estar em uma roda de conversa com lideranças yanomamis bem como associações e entidades indígenas.
Quarta-feira (17) – Reunião com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE/Yanomami), a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) e conselheiros estaduais e municipais de saúde.
Quinta-feira (18) e sexta-feira (19) – Do mesmo modo, o grupo também vai se reunir com com representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e de trabalhadores de saúde indígena e sindicatos, e também realizará uma visita à Casa de Saúde Indígena (Casai).
Compõem o grupo:
Desde 2020, o CNS tem se reunido com pesquisadores, acadêmicos, representantes do Ministério da Saúde, da Funai e do Ministério Público Federal (MPF) para denunciar a grave situação enfrentada pelos Yanomamis no território. Eles lutam contra o avanço do garimpo ilegal, a contaminação por mercúrio, as ameaças de garimpeiros, a fome e a desnutrição.
Como resultado, foram inúmeros os pedidos de socorro feitos pelos Yanomamis ao ex-presidente, todas ignoradas e não atendidas. O CNS ainda denunciou ao Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), aos poderes legislativo, judiciário brasileiro e a órgãos internacionais de defesa dos direitos humanos.
“Finalmente o assunto se tornou público e os indígenas começaram a ser socorridos. Agora o Controle Social vai conversar com as lideranças Yanomamis para ver o que está sendo feito e se, de fato, essas ações estão efetivas e correspondem às necessidades”, afirma Haroldo.
Fonte: Da Redação
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