Cidades

‘Aprendi sobre a importância do afeto de mãe para filho’, disse beneficiária do Família que Acolhe

O Programa Família que Acolhe (FQA) completa 10 anos em setembro deste ano e, desde então, já mudou a vida de milhares de famílias boa-vistenses. Considerado uma das principais políticas públicas de atenção à primeira infância em Roraima, o FQA já acompanhou 29,2 mil gestações. Assim, garantiu apoio integral às mães na fase mais desafiadora para muitas mulheres.

Esta rede apoio acontece desde os primeiros meses de gestação até os seis anos de idade da criança. Por meio do FQA, mães e pais contam com acompanhamento social, de saúde e em outras áreas importantes para o desenvolvimento da criança, tanto na sede do Programa, como nos sete Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), espalhados pela cidade.

Graças à descentralização do programa, iniciada em 2021, mais de 3.500 famílias contam com atendimentos pertinho de casa. Os encontros ocorrem por meio da Universidade do Bebê (UBB), uma das principais iniciativas do FQA e acontecem tanto na sede, quanto nos CRAS. Também estão inclusas visitas domiciliares.

Amor de mãe

Em pouco menos de uma semana para o Dia das Mães, celebrado no próximo domingo, 14, nada melhor do que as próprias beneficiárias do FQA contarem suas experiências com o programa. Para Ana Gabrielle, de 21 anos, mãe de primeira viagem do pequeno Lian, de 1 ano e sete meses, o programa foi essencial para enfrentar esse desafio que, até então, era totalmente novo na vida da jovem.

“Não tinha experiência alguma com maternidade, então foi fundamental esse acompanhamento. O que achei mais interessante e necessário foi a parte da introdução alimentar, onde aprendemos sobre o momento certo e quais alimentos podem ser dados para a criança comer. O que eu gosto do FQA é também a oportunidade de trocar experiências com outras mães, me deixando mais segura”, explicou.

Acompanhamento do Família que Acolhe

E mesmo para quem já tem experiência com maternidade, o FQA de fato faz grandes contribuições. Como é o caso da Luana Evangelista, de 28 anos, mãe de cinco filhos, sendo a última, a pequena Lívia, de 1 ano e seis meses a única a ter sido acompanhada pelo programa. Para Luana, esse apoio fez toda diferença.

“Aprendi sobre a importância do afeto de mãe para filho. Sempre trabalhei fora e na maioria das vezes saia escondida para meus filhos não sofrerem. O FQA me ensinou a conversar com eles, deixando claro que estava saindo para trabalhar mas que logo voltaria pra casa. Passei a priorizar meu tempo com os meus filhos”, disse.

Jéssica Sousa, de 21 anos, é mãe solteira, tem quatro filhos e os dois últimos estão sendo acompanhados pelo FQA. “Para mim, que crio eles sozinha, é FQA é como uma família. Me ajuda tanto com dicas e orientações, como também com leite, cesta básica, coisas que sozinha seria difícil de pagar. Gostei muito da ideia também do atendimento ter ido para o CRAS, pois facilitou pra mim que não tenho transporte”, explicou.

Família que Acolhe é referência nacional

Considerado uma verdadeira revolução no acompanhamento da primeira infância, o FQA é um programa de desenvolvimento infantil tido como referência em todo o país e já foi, inclusive, tema de pesquisas internacionais.

Além dos encontros da UBB, que acontecem a cada 15 dias, as beneficiárias recebem enxovais no final da gravidez, 3 latas de leite por mês, de um ano aos 4 anos de idade completos e a creche é garantida conforme a assiduidade da família. Os serviços de saúde continuam sendo ofertados na sede do programa, e agora, com a parceria das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

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