Cidades

Em Roraima, mulheres vítimas de violência podem solicitar medida protetiva pela internet

Por meio de um recurso disponível no portal da Polícia Civil de Roraima, o “Delegacia Online”, mulheres vítimas de violência podem solicitar medida protetiva de forma rápida.

“Vale lembrar que ela deve entrar no ambiente, no endereço da Polícia Civil. Nós temos a aba ‘Delegacia Virtual’. Da ‘Delegacia Virtual’ ela vai clicar e vai aparecer ‘Nova Ocorrência’ e, daí, ela aceita os cookies e vai seguir com o preenchimento. Escolhe o Estado e vai preenchendo com os dados dela, da ocorrência e do infrator. Ela vai encontra nesse procedimento desse registro a possibilidade de solicitar as medidas”, explicou a delegada Verlânia Silva de Assis em entrevista à TV Imperial.

Ainda conforme a Polícia Civil, após o envio das informações, o pedido é encaminhado a uma delegacia, que analisa essa solicitação e repassa à Justiça.

A delegada relembrou a estrutura de apoio disponível à mulher em situação de violência.

“Nós temos um suporte que a Casa da Mulher Brasileira oferece. Um suporte psicossocial. Ela vai ser atendida por psicólogas, assistentes sociais. Aqui, se ela quiser uma medida protetiva, se ela quiser uma responsabilização penal do infrator, ela é direcionada para a delegacia e na delegacia ela é atendida pela equipe de plantão. Se ela não quer a responsabilização penal do infrator, ela terá à disposição dela assistência jurídica, Ministério Público, o Juizado de Violência Doméstica e Familiar, a Polícia Militar”, acrescentou Verlânia.

Dados

A Justiça concedeu 2.650 medidas protetivas de urgência em Roraima em 2023, um aumento de 38% se comparado ao ano anterior, quando foram registradas 1.882. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Os números representam um crescimento significativo dos casos de violência doméstica e crimes de ameaça contra mulheres no estado.

Só de violência doméstica, em 2022, eram 1.274 casos em Roraima. Já no ano passado, foram 1.500. A taxa corresponde a 474 mulheres por 100 mil habitantes.

Com relação ao crime de ameaça contra mulheres, em 2022, foram 3.991 casos. No ano passado, foram 4.760 casos, ou seja, um aumento de quase 20%.

Os casos de perseguição contra mulheres também cresceram. Foram 237 em 2022 e, no ano passado, foram 524 registros.

Fonte: TV Imperial

Lara Muniz

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