Foto: Divulgação
O cotidiano, as memórias e as histórias que ajudam a construir a identidade do bairro Nova Cidade, na zona Oeste de Boa Vista, serão retratados na exposição “Nova Cidade, Meu CEP é Meu País”, do artista visual roraimense Márcio Leal. A mostra será aberta ao público no dia 25 de junho, às 19h, no Teatro Jaber Xaud, localizado na unidade do Sesc Mecejana. A entrada é gratuita.
A exposição inaugura a série “Cartografias Afetivas de Boa Vista–RR”, desenvolvida pelo Laboratório Sesc de Mídias, Artes e Tecnologias (LabMais), e propõe uma imersão sensível nas vivências de um dos bairros mais populosos da capital roraimense.
Por meio de fotografias, intervenções artísticas, videoartes e depoimentos de moradores, o público poderá conhecer diferentes narrativas que revelam a criatividade, a memória coletiva e os laços comunitários presentes no Nova Cidade.
O artista Márcio Leal, de 23 anos, explica que o projeto surgiu da necessidade de ampliar a visibilidade de um território frequentemente associado apenas aos desafios enfrentados pelos moradores.
“O bairro Nova Cidade possui uma rica história, marcada por lutas, dificuldades de infraestrutura e também fortes vínculos comunitários. Mas existem poucas iniciativas culturais nessa região. Esse projeto surge portanto, da vontade de mudar esse cenário. Isso por meio da fotografia e do audiovisual, promovendo visibilidade à comunidade e construindo pontes entre os moradores e a sua própria história”, destaca.
As pessoas retratadas na exposição tiveram escolhas por representarem a essência do bairro. Entre elas estão moradores que participaram da construção da comunidade, artistas locais e trabalhadores que fazem parte do cotidiano da região.
“As pessoas entrevistadas e fotografadas são figuras do bairro. Participaram da construção do Nova Cidade, fomentam cultura e arte dentro da comunidade e são pessoas que encontramos todos os dias, como feirantes, cabeleireiros e outros trabalhadores”, afirma o artista.
Além das obras expostas, a ambientação incorpora também elementos simbólicos do território. Como pipas, rabiolas e referências urbanas, criando uma experiência sensorial que aproxima os visitantes das memórias compartilhadas pelos moradores.
Para o analista de cultura do Sesc Roraima, Leilton Saldanha, a iniciativa reforça assim, o compromisso da instituição com a valorização das diferentes expressões artísticas. E das histórias construídas nos territórios periféricos.
“Temos um convite superespecial para quem adora arte, fotografia e produções audiovisuais. A abertura oficial acontece no dia 25 de junho, com uma vernissagem especial para o público, e o melhor: a entrada é totalmente gratuita. Esperamos todos vocês para prestigiar esse trabalho tão significativo para a nossa cidade”, convida.
Por fim, a série “Cartografias Afetivas de Boa Vista-RR” busca aprofundar narrativas urbanas periféricas por meio de processos de investigação artística, documental e criativa desenvolvidos no LabMais. Do mesmo modo, transformar experiências cotidianas em produções culturais, o projeto contribui para o fortalecimento da memória coletiva. Bem como da autoestima e do sentimento de pertencimento das comunidades retratadas
Fonte: Da Redação
A Sesp coordena a ação com apoio da Polícia Militar e de instituições parceiras. O…
Especialista explicou que todos os votos direcionados ao candidato não aparecerão na totalização e devem…
Manoel Pereira da Silva Junior, deu entrada na unidade no último dia 14, após ser…
Capacitação promovida pelo Sebrae Roraima e Acnur reúne refugiados e migrantes em uma imersão voltada…
As inscrições começam nesta segunda-feira, 15, no portal da Cidade Social
Tratamento servirá a casos agudos em que não cabe quimioterapia