Manifestação em 2020 pela Vida dos Povos Indígenas durante a pandemia Foto: Arquivo/Numur
Com a chamada “A dor de uma é de todas nós!”, movimentos sociais convocaram a população de Roraima para participar de ações em alusão ao Mês da Mulher. Assim, a programação inicia hoje (6) e segue até dia 18 de março. Confira abaixo.
A foto de uma mulher Yanomami em grave estado de desnutrição chamou a atenção do mundo no início de 2023 e assim mostrou o descaso e abandono da Terra Indígena Yanomami nos últimos quatro anos. A mesma pessoa morreu semanas depois.
Há mais de um mês, o presidente Lula esteve em Roraima e decretou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, assim como ações de combate ao garimpo ilegal na terra indígena.
O drama vivido pelo povo Yanomami em Roraima, resultado da invasão de não indígenas, do garimpo ilegal e a falta de atenção à saúde, principalmente para as crianças e mulheres, é o grande destaque deste ano para ações que marcam o Dia Internacional da Mulher, organizado por movimentos sociais.
Nesta terça-feira (7), por exemplo, ocorrerá a vigília “Pela Vida de Todas as Mulheres: justiça para as Yanomami”, a partir das 18h, na Praça do Centro Cívico.
Conforme a advogada e integrande do Núcleo de Mulheres de Roraima (Numur), Sophia Moura, é lamentável que as mulheres ainda tenham que lutar por seus direitos básicos.
“Num dos estados mais violentos para meninas e mulheres como é Roraima, ser mulher é sinônimo de força, coragem e resistência. Aqui, ainda temos o agravo da violência contra os povos indígenas, com a morte do povo Yanomami, por isso o nosso destaque é ‘Justiça para as Yanomami’. E convidamos as mulheres de Roraima para nossa vigília pela vida das mulheres”, disse.
Outro ato que vai reunir mulheres e apoiadores é a Marcha das Mulheres do Campo, das Águas e Florestas. Dessa forma, o evento vai ocorrer no Centro de Boa Vista, nesta quarta-feira (8) de manhã. Haverá intervenções, cartazes, faixas e entrega de documentos de denúncias, bem como reivindicações ao poder público.
“A marcha é um símbolo de luta e resistência. Vamos reivindicar junto ao estado políticas públicas para a agricultura da família camponesa, saúde, educação, infraestrutura”, explicou Maria Gerlania Silva, coordenador do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST-RR).
Além disso, a coordenadora ainda destacou que durante o percurso da marcha haverá denúncias dos dados de violência contra a mulher. Ela então cita como exemplo a situação de descaso no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth.
“A situação de descaso do Hospital Materno Infantil; o agronegócio como modelo predatória da vida e da natureza, com uso abusivo de agrotóxicos; o garimpo ilegal em terras indígenas, com a contaminação dos rios e; em apoio aos povos Yanomami e todos os povos indígenas do estado de Roraima, sobretudo, as mulheres que são vítimas de múltiplas violências”, completou.
Fonte: Da Redação
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