Cidades

Mãe de aluno denuncia agressão de policial em escola militarizada de Rorainópolis

A mãe de um aluno, identificada como Cleyde Silva, denunciou à reportagem nesta quarta-feira (25), que o filho de 13 anos, foi agredido com um tapa no rosto por um tenente da Policia Militar (PMRR) no Colégio Militarizado Professora Antonia Tavares da Silva, Em Rorainópolis, interior de Roraima.

Entenda

De acordo com a mulher o filho foi para a escola na manhã desta segunda-feira, dia 25, como de costume, contudo, ele chegou alguns minutos atrasado e o monitor não permitiu que o aluno entrasse em forma.

Logo depois, o monitor pediu para que o alunos formassem uma fila. A mãe disse que o filho explicou que pediu ao amigo para trocar de lugar, já que ele era maior em altura, contudo o monitor não permitiu.

“O monitor não deixou o meu filho participar da fila de jeito nenhum e mandou ele para a sala de aula. Quando todos já estavam na sala, esse monitor chegou agredindo o meu filho. Quem me relatou essa agressão foi a professora que viu no momento. Ela disse que o meu filho estava sendo agredido e que era um absurdo o que estava acontecendo com ele”, explicou.

Além disso, a mãe disse que após a agressão, o policial levou o aluno para uma sala e o ameaçou.

“Ele foi para dentro de uma sala e esse monitor coagiu o menino dizendo que ele tomasse cuidado na rua. Inclusive ele disse na sala de aula – ‘você quer morrer aluno? Você tem medo de morrer aluno?’, disse Cleyde.

A mãe também conta que denunciou o caso na Policia Civil do Município. Por outro lado, disse que a escola não aceitou que o aluno juntasse testemunhas contra o monitor. “Na hora que o meu filho falou que tinha provas e testemunhas, o Major falou que quem mandava na escola era ele, ou seja, era ele quem resolvia a situação.”

‘Medo’

Por fim, a mãe disse que nada justifica a agressão e que o filho é um excelente aluno. “Ele tem ótimas notas, e a última vez que fui lá, fui pra receber elogios dele. Eles sequer deixaram o meu filho me ligar ou chamar alguém. Ele ficou preso dentro de uma sala e a professora é testemunha de que ele saiu tremendo, nervoso e com medo desse Tenente. Agora, o meu filho não quer mais ir pra escola. Ele deveria proteger o meu filho, e por quê fez isso?”, desabafou.

A reportagem procurou o Governo de Roraima para posicionamento sobre o assunto. Por meio de nota,  Secretaria de Educação e Desporto (Seed) disse que vai enviar uma equipe ao local para apurar sobre o ocorrido e posteriormente tomar as medidas que o cabe ao caso.

Por fim, a Polícia Civil disse que o adolescente passou por exame de corpo de delito. Além disso, todas as partes envolvidas, entre vítima, testemunhas e, também, o policial, serão intimadas a depor. 

Fonte: Da Redação

Polyana Girardi

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