Foto: Reprodução
Após um ano e meio da publicação da portaria do Comando da Aeronáutica que autoriza a Reversão de Imóvel da União correspondente à área do bairro Paraviana, em Boa Vista, à Superintendência do Patrimônio da União (SPU), os moradores da região cobram celeridade no processo.
O presidente da Associação dos Moradores do bairro Paraviana, Mariano Terço de Melo, alega que a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) tem continuamente adiado a regularização urbana sob argumento de pendências judiciais, prejudicando quem vive no local.
“Acontece que a portaria de reversão ocorreu em outubro de 2023 e não houve manifestação com relação ao pleito […] A Aeronáutica já fez a Portaria de Reversão e encaminhou à SPU dizendo que não tem mais interesse. Mas face a inércia da SPU, não vem providenciando os procedimentos legais para regularização da área”, disse.
Conforme o representante, a demora do processo de reversão também causa prejuízos imobiliários na região. Para Melo, a Superintendência do Patrimônio da União trata a situação com descaso.
“Estamos aguardando esse desenrolar na Justiça, mas a SPU já deveria ter feito o levantamento topográfico da área realmente em litígio. Nem isso o fez. Muito descaso. Enquanto isso, os moradores estão sendo prejudicados quanto a regularização e os negócios imobiliários encontram-se estagnados, causando enorme prejuízos para ambos”, salientou.
Em contrapartida, o superintendente do Patrimônio da União em Roraima, Linoberg Almeida, defendeu que “a administração pública não posterga”. Segundo ele, a situação não foi criada pela SPU e destacou que a Superintendência tem trabalhado para resolver a questão. “O dito interesse da Aeronáutica é sobre a gestão do imóvel, considerando que o mesmo continua de propriedade da União. Já existe uma perícia judicial da área em litígio, inclusive com Georreferenciamento”, disse.
Em nota, a SPU afirmou que não cabe à Superintendência reverter a área, que ainda está sob a responsabilidade da Aeronáutica. E reforçou que o processo não está suspenso e nem concluído.
“O que houve em 2023 é que o Comando da Aeronáutica autorizou a reversão de parcela referente ao imóvel à SPU, através de Portaria. Mas, embora a Aeronáutica tenha emitido portaria realizando a reversão da área, o próprio órgão solicitou, via Ofício em 2024, que essa ação fosse adiada”, disse a nota.
De acordo com a Superintendência, de lá para cá, foram realizadas várias reuniões com a AGU, Conselhos, Cartório, Sindicato, Associação de Moradores e Aeronáutica sobre o tema.
A SPU também ressaltou que o assunto está judicializado. Por fim, pediu tranquilidade aos envolvidos e disse que busca reiteradamente uma solução para o tema. E esclareceu que não existe e não existiu nenhuma ação judicial iniciada pela SPU sobre a pauta, que é um órgão técnico, e está à disposição de todos e todas para quaisquer outras dúvidas ou questionamentos.
Fonte: Da Redação
Serviço contempla a Avenida Surumu, Rua João Barbosa e Travessa Mecejana
Medida é preventiva e fabricante já iniciou o recolhimento voluntário de três lotes do produto
Sesau informou que a paciente internada há 11 dias ainda não passou por cirurgia porque…
Atualmente, pacientes com problemas na córnea dependem de doações, que são limitadas para atender à…
Participante do ALI Rural do Sebrae desenvolve máquina que reduz esforço e aumenta produtividade na…
Texto reforça a proteção às vítimas ao permitir que delegados determinem o uso do equipamento…