Foto: Arquivo/Noemy Santos
A reportagem do Radio 93FM, recebeu nesta quinta-feira, 26, uma denúncia dos moradores do bairro João de Barro, zona Leste de Boa Vista, sobre a falta de água que enfrentam há três semanas nas suas casas.
De acordo com a professora Noemy Santos, moradora da região, a água não sobe nas torneiras nem no chuveiro da residência. Ela também revela que, por conta disso, a caixa d’água permanece seca, o que gera transtorno para toda a família.
A professora contou que durante esse período precisou armazenar água em baldes para usar durante o dia. E a única torneira disponível, a água sai com pouco volume de água. Ela responsabiliza a Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) pela má prestação do serviço.
“Aqui na nossa casa tentamos coletar a água em vasilhas e baldes, mas não é suficiente. Esse é um serviço essencial para nossa casa e nossas atividades diárias. Ficou difícil para tudo: lavar louca, roupas, tomar banho, fazer comida. Esse dias tive que ir lavar roupa na casa da minha sogra. A caer tem deixado a desejar com esse serviço básico”, desabafou.
A mulher contou que os moradores já se reuniram e solicitaram atendimento da Caer, e em resposta, a Companhia informou que o abastecimento estava ocorrendo normalmente o que, segundo ela, não é verdade.
“Essa reposta da Caer não procede. Ela respondeu enfatizando que os moradores estão mentindo e é uma informação que não é verdade porque nós estamos sem água. E se ninguém estivesse sem água aqui no bairro ninguém ia para mídia reclamar não”, contou.
A mulher pede que a Companhia tome providência. “A gente só está reivindicando nossos direitos como contribuintes e temos que ter esse serviço com excelência. Então fazemos esse apelo para que a Caer tome providência e resolva essa situação com urgência, porque ficar sem água é insustentável”, finalizou.
Procurada pela reportagem, a Caer afirmou que a distribuição de água está funcionando normalmente. Também explicou que o bairro possui um centro de reservação e distribuição automatizado com estação de tratamento de água de 600 mil litros, assim como um reservatório elevado de 300 mil litros.
A companhia ainda completou que cerca de 40 ruas do bairro pertencem a um loteamento particular. E não recebeu a infraestrutura adequada na época das implantações destes poços. Segundo a estatal, porque era de responsabilidade da empresa loteadora.
Por fim, disse que diante da situação tem feito o abastecimento emergencial por meio de caminhões-pipa.
Fonte: Rádio 93FM
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