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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou no Diário Oficial da União uma resolução que proíbe a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso de todos os lotes de produtos à base de alulose da empresa Sainte Marie Importação e Exportação.
A medida foi adotada porque a alulose não consta na lista de substâncias autorizadas pela Anvisa para uso como adoçante ou ingrediente alimentar no Brasil.
Segundo Tarcila Campos, nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a alulose é naturalmente está em alguns alimentos, como figo e uva. Trata-se de um tipo de açúcar semelhante à frutose, mas com diferenças químicas capazes de reduzir sua absorção pelo organismo.
“O mecanismo de ação é semelhante ao de outros adoçantes. Ela tem baixo valor calórico e estudos indicam pouco impacto sobre a glicose e a resposta insulínica”, explica. Daí por que passou a ser alternativa ao açúcar comum.
“Há estudos que indicam um certo grau de segurança no consumo. Nos Estados Unidos, por exemplo, a FDA (Food and Drug Administration), agência semelhante à Anvisa, autoriza seu uso com base em estudos toxicológicos e clínicos”, afirma a especialista.
No Brasil, no entanto, não houve processo de regularização do ingrediente. “Talvez o produto não tenha passado por aprovação. Ou não atendeu aos requisitos exigidos pela Anvisa para liberação”, esclarece.
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