Foto: Divulgação PMBV
Os projetos e programas sociais da Prefeitura de Boa Vista vão além das atividades do dia a dia ou do lazer. Eles se transformam em verdadeiros espaços de acolhimento e apoio. Neste mês, marcado pela campanha Setembro Amarelo, as ações têm como foco a saúde mental e a qualidade de vida, contemplando desde a primeira infância até a melhor idade.
Atualmente, mais de 14 mil pessoas participam das iniciativas administradas pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Semads). Entre elas estão o Dedo Verde, Coral ArtCanto, Conviver, Crescer, Cabelos de Prata, Rumo Certo e o Família que Acolhe (FQA). Segundo a superintendente de Desenvolvimento Social, Sheyla Santana, o trabalho acontece durante todo o ano, garantindo que situações emocionais sejam identificadas e tratadas.
Esse acompanhamento é por equipes psicossociais, compostas por psicólogos, educadores e assistentes sociais. Além das sessões individualizadas, há visitas domiciliares, que fortalecem o vínculo familiar e garantem um suporte mais próximo.
De acordo com Sheyla, o cuidado é integral: “A prefeitura cuida dos integrantes como um todo, valorizando a saúde e a importância da vida. Por exemplo, muitos idosos chegam no Cabelos de Prata com depressão, mas relatam que a convivência e as atividades transformam suas vidas.”
O apoio especializado também envolve encaminhamentos à rede de saúde, sempre que necessário. Para o psicólogo do projeto ArtCanto, Matuzalém Sousa, essas iniciativas funcionam como uma troca entre gerações:
“O Cabelos de Prata mostra aos idosos que pensamos neles ao combater a solidão, construir uma rotina ativa e fortalecer o sentimento de pertencimento. Já entre os jovens, que enfrentam altos índices de ansiedade, o ArtCanto oferece a oportunidade de contatos reais, expressão de sentimentos e aprendizado coletivo.”
As histórias de vida confirmam o impacto. Regina Fernandes, de 64 anos, chegou ao Cabelos de Prata após perder dois filhos, um deles para a depressão. No luto, vivia isolada, sem apetite e também com insônia. Hoje, ela encontrou no projeto uma nova motivação para viver:
“Agora me sinto viva de novo e realizada. A atividade que mais gosto e que nunca falto é a dança. Fiz amizades e até trouxe uma amiga que também estava triste, e hoje ela está melhor.”
Já entre os mais jovens, Isabelly Emanuelle, de 16 anos, integrante do Dedo Verde, conta então que o projeto foi um divisor de águas:
“Eu tinha muita insegurança, não queria sair de casa, tinha medo do julgamento das pessoas. No Dedo Verde, consegui me encontrar, perdi o medo, melhorei na escola e comecei a fazer cursos. Hoje me sinto mais confiante e feliz.”
Assim, seja com idosos ou adolescentes, os projetos sociais mostram que, quando há acolhimento e acompanhamento adequado, é possível transformar dor em superação e dar novo sentido à vida.
Fonte: Da Redação
Servidoras desconfiaram da retirada de estruturas metálicas, registraram a ação em fotos e ajudaram a…
Ações terão como objetivo prevenir o uso de dispositivos eletrônicos para fumar
Vítima e o acusado viviam no mesmo conjunto habitacional, o que teria facilitado a prática…
No Brasil, país com a maior diversidade de vagalumes do mundo, muitas espécies permanecem desconhecidas…
Equipe do Samu realizou os protocolos de atendimento avançado por 45 minutos, mas vítima não…
Governo de Roraima ampliou as ações de enfrentamento aos impactos do período chuvoso. Operação mobiliza…