Economia

46% dos nortistas consideram o dinheiro o principal motivo de brigas entre casais, revela pesquisa

A vida a dois muitas vezes também é uma vida a três – quando as finanças entram em cena, como mostra uma pesquisa realizada pela Serasa. Os dados, extraídos de entrevistas com 1.120 pessoas de todas as regiões, trazem informações surpreendentes e preocupantes. Como por exemplo, o índice de 53% de entrevistados que atribui ao dinheiro a principal causa de fricções em relacionamentos amorosos. Entre as pessoas do Norte, 46% respondeu que dinheiro é uma das causas de desentendimentos. 

O levantamento, porém, indica um esforço mútuo para manter o diálogo financeiro em dia. Assim, 74% afirma conversar abertamente sobre o tema com o parceiro. Enquanto 72% organiza o planejamento financeiro em conjunto – uma prática que fortalece a relação e facilita o controle das finanças do casal.

Dinheiro, dinheiro, amor à parte?

Produzido pelo Instituto Opinion Box, o levantamento mostra também que mais da metade dos entrevistados (52%) já escondeu algum problema financeiro do parceiro. Gastos excessivos com itens supérfluos (32%), tomar decisões financeiras por impulso (31%), assim como a falta de algum planejamento (30%) são atitudes que mais geram conflitos.

“Infelizmente, muitos casais acabam caindo nessa situação de infidelidade financeira, por vergonha de assumir suas dificuldades em lidar com o dinheiro ou pelo próprio medo de perder o parceiro”, explica Valéria Meirelles, psicóloga do dinheiro da Serasa.

“Entretanto, a realidade das finanças de cada um e as expectativas para o futuro precisam estar alinhados, para evitar conflitos e facilitar o bem-estar do casal ao construir planos para o futuro”.

Precaução?

O assunto dinheiro também já é uma preocupação no início do relacionamento – ou, em muitos casos, antes mesmo de evoluir para um compromisso sério. Desse modo, 21% dos entrevistados do Norte admitiu já ter investigado a situação financeira de alguém antes de se envolver romanticamente. Enquanto 5% revela ter consultado o Serasa Score e o CPF do possível futuro parceiro.

“Dinheiro é coisa séria. Pede ética, planejamento e cuidado. Por isso, é preciso ter maturidade e responsabilidade financeira também ao se relacionar com o outro”, orienta Valéria.

“Conhecer o estilo de vida, os gostos e os gastos da pessoa amada é um passo importante para entender se existe essa compatibilidade também nas finanças”.

Amor com dívida não se paga

O impacto financeiro de um relacionamento pode perdurar mesmo após o fim. Segundo a pesquisa, 38% dos nortistas já teve o nome negativado por conta de um parceiro, enquanto 47% afirma ter contraído dívidas após o término de uma relação.

“Normalmente, ao emprestar um cartão ou fazer um empréstimo para o outro, a pessoa se deixa levar por uma ilusão ou por um excesso de otimismo desse mito do amor romântico. Tomar decisões impulsivas, sem planejamento, podem causas prejuízos duradouros, que ultrapassam qualquer linha de romantismo”, alerta a psicóloga.

Metodologia

A pesquisa encomendada pela Serasa foi realizada pelo Instituto Opinion Box entre 19 e 22 de maio, e ouviu 1.120 pessoas, de diferentes faixas etárias e regiões do Brasil. 

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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