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A taxa média de juros do cartão de crédito rotativo voltou a subir no Brasil e chegou a 435,9% ao ano em fevereiro. O dado foi divulgado nas Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central do Brasil.
Em comparação com janeiro, quando a taxa era de 424,5% ao ano, houve um aumento de 11,4 pontos percentuais. Além disso, esse é o terceiro maior valor registrado para o mês de fevereiro desde 2017.
Na prática, os juros do rotativo do cartão de crédito podem multiplicar rapidamente o valor da dívida. Isso ocorre quando o consumidor não paga o valor total da fatura até a data de vencimento.
Por exemplo, uma dívida de R$ 800 feita há um ano pode chegar a R$ 4.287,20, caso o valor permaneça assim, no rotativo durante todo o período.
Além disso, apesar da alta da taxa média, uma regra criada pelo Conselho Monetário Nacional em 2023 estabeleceu um limite para a dívida do cartão de crédito rotativo.
Desde janeiro de 2024, o valor total da dívida não pode ultrapassar o dobro do valor original. Ou seja, se o consumidor deve R$ 200, o total cobrado com juros e encargos não pode passar de R$ 400.
Mesmo com taxas anuais superiores a 400%, isso não significa necessariamente que os bancos estejam descumprindo a regra. Segundo o Banco Central do Brasil, a taxa divulgada é uma estimativa estatística anualizada, calculada com base nos juros cobrados mensalmente pelas instituições financeiras. Além disso, normalmente o consumidor permanece no rotativo apenas por alguns dias ou semanas, e não por um ano inteiro, por exemplo.
Além do rotativo do cartão, outra modalidade que registrou alta foi o cheque especial, que está disponível diretamente na conta-corrente. Em fevereiro, os juros médios chegaram a 147% ao ano, aumento de 9,6 pontos percentuais em relação a janeiro. Nesse caso, uma dívida de R$ 800 pode chegar a R$ 1.976 após um ano, caso não ocorra quitação.
Por outro lado, o empréstimo consignado continua sendo uma das opções com juros mais baixos do mercado, já que o pagamento é descontado diretamente do salário ou benefício. Em fevereiro, a taxa média ficou em 28,2% ao ano.
Dentro dessa modalidade, os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social pagam os juros mais baixos, com média de 24,2% ao ano. Já para servidores públicos, a taxa média é de 23,8%, enquanto trabalhadores do setor privado pagam cerca de 59,4% ao ano.
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