Segundo sindicato, profissionais que ganham 1 salário mínimo precisam ter dois empregos para sustento/ Foto:Freepik
O Sindicato de Trabalhadores em Gastronomia de Roraima (Sintag) entrou em contato com a reportagem para relatar que a categoria está sem receber reajuste salarial desde o início da pandemia. Atualmente, a classe recebe um salário mínimo.
Segundo o presidente do Sintag, Eledilson Gomes, em 2020, o sindicato decidiu que não haveria reajuste salarial devido a crise sanitária da Covid-19.
“Para a gente manter os empregos, e manter um percentual de trabalhadores com carteira assinada, a gente suspender o reajuste, a luta salarial e houve redução do salário”, explicou.
Dessa forma, eles acordaram que voltariam a buscar o aumento do piso salarial em 2022. No entanto, conforme Eledilson, a classe esgotou todos os meios de conseguir o acordo junto ao sindicato patronal. Sendo assim, eles buscaram a mediação do Ministério do Trabalho em Roraima (MTE).
“Apresentamos a proposta novamente, segunda-feira agora, e foi suspenso para que o patrão pudesse reunir novamente a base dele e ver se consegue trazer alguma proposta de aumento do piso do salário” disse.
O Sindicato apresentou a proposta nessa segunda-feira (9), mas foi suspensa. Segundo Eledilson, a suspensão ocorreu para que o patrão possa reunir novamente a base para discutir uma contraproposta. Essa é a sexta vez que a classe tenta conseguir um acordo.
De acordo com Eledilson, os trabalhadores que sobrevivem com um salário mínimo, precisam ter dois empregos para conseguir ter uma vida digna.
“Porque o trabalhador hoje tem o aluguel, ele tem a energia, a água e tem a cesta básica. Tem as coisas mínimas para sobreviver. Então ele tem que ter dois empregos. O nosso salário sempre ficou acima do salário mínimo, então os trabalhadores estão aguardando, não é? Depois do efeito da pandemia, depois do efeito da compreensão que os trabalhadores tiveram em manter os seus salários reduzidos”, relatou.
A nova audiência para discutir a questão do aumento será realizada no dia 31 de maio. Caso não tenha acordo, eles pretendem continuar a lutar pelo reajuste salarial e buscar apoio da Justiça.
“Caso não tenha, nós iremos persistir e chegar até uma futura, se não acontecer nenhuma proposta, a gente entra junto a Justiça agora para buscar apoio e ser feita a justiça em reposição salarial a esses trabalhadores”, pontuou.
O Roraima em Tempo entrou em contato com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que por meio de nota disse que a Superintendência Regional do Trabalho em Roraima – SRTB-RR, a pedido do Sindicato dos Garçons e demais trabalhadores no ramo de hotéis, restaurantes, bares e similares do Estado de Roraima – SINTAG, está à frente de processo de mediação do qual são partes a referida entidade laboral e o Sindicato do Comércio de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de Roraima, com vistas à formalização de termo aditivo a convenção coletiva de trabalho.
Fonte: Da Redação
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