Educação

Alunos conhecem metodologias para alfabetização de crianças com deficiência visual em escola municipal de Boa Vista

Alunos da escola municipal Raio de Sol conheceram o projeto ‘Dedos que leem’ com metodologias para alfabetizar crianças com deficiência visual. Uma oficina foi montada na última segunda-feira (27) para demonstrar as diferentes abordagens lúdicas utilizadas durante o processo.

O projeto também chamado ‘Dedos que Leem: Desvendando o mundo através do Tato’ foi desenvolvido em razão da aluna Larissa Victória, 7 anos. Ela tem cegueira congênita, e tem sido a fonte de inspiração para a escola promover mais ações inclusivas, que possibilite a sua interação social.

A oficina

Por meio da oficina, alunos passaram a entender melhor como Larissa aprendeu a ler e a se desenvolver com o sistema Braille.

A professora Evirlandia Monteiro falou sobre os desafios e conquistas do percurso.

“É uma alegria enorme quando consegui junto com a professora de Braille alfabetizá-la, a ensinar a ler, e a entender todas as matérias que compõe o processo de alfabetização. Hoje, a aluna diz o quanto gosta de vir para escola. Aqui todos se respeitam e ajudam a Larissa.”

Dessa forma, os alunos também participaram de forma ativa da oficina. fizeram questão de vivenciar e ajudar na produção de brinquedos pedagógicos. Toda a oficina foi montada para a linguagem de Braille, com a ajuda das educadoras.

Histórias e aprendizagem

A professora de Braile Neiva Nascimento, também falou sobre sobre o envolvimento e a construção de história e o processo de aprendizagem.

“Vivemos em harmonia em sala de aula. Foi possível ajudá-la a escrever um livro tátil, onde envolvemos a Selvinha Amazônica e a história de três alunos. A integração não é apenas entre jogos lúdicos. Em dois anos já conseguimos desenvolver esse primeiro livro todo em código Braille que será lançado em agosto com o nome Colossal Jacaré”, disse a professora de Braille.”

Educação Braille

Desde 2018, a educação em Braille foi implantada no ensino. dessa forma, surgiu a necessidade de efetivar a inclusão do aluno com deficiência visual por meio do sistema Braille de ensino, tornando-o mais autônomo dentro e fora do ambiente escolar.

Hoje, cinco profissionais atuam na rede, atendendo seis crianças com cegueira na sala de aula, em parceria com o professor titular.

Fonte: Da Redação

Polyana Girardi

Recent Posts

Projeto que proíbe liberdade provisória a acusados de homicídio é analisado no Senado

PL altera o Código de Processo Penal para impedir que acusados de matar alguém dolosamente…

19 minutos ago

Mãe de criança com puberdade precoce denuncia falta de medicamento para tratamento da filha na Saúde do Estado

Criança faz uso do leuprorrelina, medicamento que serve para interromper temporariamente a puberdade em crianças…

1 hora ago

Anvisa recolhe esmaltes em gel com substância proibida

Medida foi tomada após Impala comunicar recolhimento voluntário

3 horas ago

Prefeitura de Caroebe contrata empresa para fornecer combustíveis à Secretaria por mais de R$ 1 milhão

Extrato do contrato foi assinado pelo prefeito Osmar Filho e publicado no Diário Oficial dos…

4 horas ago

Piquenique terá música ao vivo e programação cultural ao ar livre, em Boa Vista

Programação vai acontecer no dia 28 de março, na Praça do Mirandinha, bairro Caçari

4 horas ago

Aposentados e pensionistas do INSS têm até sexta-feira para contestar descontos indevidos em benefícios previdenciários

Procedimento é obrigatório para quem deseja aderir ao acordo de ressarcimento

5 horas ago