Fachada Universidade Estadual de Roraima: Divulgação/UERR
Estudantes e professores da Universidade Estadual de Roraima (UERR) organizam um ato público e devem tomar as ruas de Boa Vista nesta terça-feira, 31, para cobrar atenção das autoridades a problemas estruturais e à crise da instituição de ensino.
A mobilização está marcada para começar às 9h, com distribuição de panfletos em frente a Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). A programação inclui ainda espaço aberto para manifestação de alunos, docentes e líderes sindicais, além de apresentações culturais. Às 11h está prevista a entrega de uma carta aberta e de um relatório à Casa Legislativa, ao Governo do Estado e à Reitoria da UERR.
O documento reúne um diagnóstico da situação da universidade e aponta problemas que, conforme o movimento, se arrastam há anos. Os estudantes apontam dificuldades na assistência estudantil, ausência de restaurante universitário e espaços de convivência.
Outro ponto levantado é o impacto de investigações sobre possíveis irregularidades administrativas, que afetam a credibilidade da instituição.
Para o presidente do Sindicato dos Docentes da UERR (SINDUERR), Francisco Rafael Leidens, o ato é um alerta sobre o futuro da universidade. “A UERR não pode encolher enquanto o estado cresce. Existe demanda, existem profissionais qualificados. O que falta é decisão para fazer a universidade chegar onde as pessoas estão”, afirmou.
A mobilização também é defendida pelos estudantes. Conforme o presidente do Centro Acadêmico de Pedagogia, Lucius Oliveira, os problemas deixaram de ser pontuais. “Não é uma situação isolada. São várias dificuldades que afetam quem estuda e quem ensina. A gente quer condições básicas para permanecer na universidade e concluir o curso com dignidade”, afirmou.
A carta aberta que deve ser entregue durante a ação é intitulada “A UERR que queremos”. O documento propõe mudanças como mais transparência nos processos internos, maior participação da comunidade acadêmica nas decisões que regem a universidade, fortalecimento da presença no interior e investimentos em estrutura e permanência estudantil.
Fonte: Da Redação
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