Foto: reprodução UNICEF/BRZ/Jesús Cova
Com práticas pedagógicas inovadoras de alfabetização e letramento, dez escolas municipais de Boa Vista participam do projeto “Laços Educativos”, que promove acolhimento e impulsiona o aprendizado em unidades de ensino que atendem uma quantidade significativa de alunos migrantes, principalmente venezuelanos.
Na última semana, a iniciativa completou dois anos. A oficial de educação e proteção contra violências do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Danielle Aranha, afirmou que, em 2025, o projeto mirou em alinhar as práticas de sala de aula com a política federal, destacando o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Além disso, segundo ela, a agência foi fundamental para estabelecer a política municipal de alfabetização.
“Enquanto em 2024 o foco foi no acolhimento, neste ano integramos de forma mais robusta e efetiva as práticas de alfabetização e o letramento”, explicou.
O bolsista Davi Gouveia, estudante do curso de Artes Visuais na Universidade Federal de Roraima (UFRR), está participando pela primeira vez do projeto. Para ele, a experiência tem sido enriquecedora na sua formação. “Embora a barreira linguística tenha sido um grande desafio, a experiência é extremamente gratificante”, disse.
Kevin Alejandro, estudante de letras da UFRR, também é bolsista do “Laços Educativos”. Ele, que é imigrante venezuelano, afirma que a iniciativa é importante para crianças que chegam ao Brasil sem conhecer o idioma.
“Nós, bolsistas, trabalhamos nas escolas como guias para orientar e ajudar essas crianças. Embora eu tenha precisado desse acolhimento no meu ensino médio e não o tive, sinto-me realizado em fazer por outras crianças o que não fizeram por mim”, destaca.
O projeto Laços Educativos é uma realização do UNICEF, Prefeitura de Boa Vista e UFRR, com implementação do Instituto Pirilampos. Ele está presente em dez escolas municipais de Boa Vista, selecionadas por seu trabalho com práticas pedagógicas de alfabetização e letramento. Nessas unidades, que atendem uma significativa quantidade de alunos migrantes, professores têm enfrentado o desafio de alfabetizar turmas com crianças de diversas culturas e nacionalidades.
Em 2025, 30 estudantes da UFRR, dos cursos de Pedagogia, Letras e Artes Visuais, participaram de atividades pedagógicas supervisionadas por professores de dez escolas municipais da capital. Dessa forma, cada grupo atuou em uma unidade, desenvolvendo e registrando suas experiências em relatórios mensais. Os documentos, posteriormente, serviram de base para reflexões e análises do projeto.
Até 1o de dezembro, foram mais de 1.000 atendimentos nas escolas. No total, foram 38 crianças e adolescentes indígenas, sendo 40 com algum tipo de deficiência e 52 moradoras dos abrigos da Operação Acolhida.
O projeto Laços Educativos conta com o apoio financeiro da União Europeia e da Espanha, por meio do Departamento de Proteção Civil e Ajuda Humanitária da União Europeia (ECHO, na sigla em inglês) e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).
Fonte: Da Redação
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