Educação

Merendeiras denunciam que foram removidas de escola após responderem perguntas sobre merenda escolar a fiscais do MEC

Duas merendeiras denunciaram que foram retiradas da Escola Estadual Pastor Granjeiro após responderem perguntas sobre a merenda escolar a fiscais do Ministério da Educação (MEC). A denúncia ocorreu nesta quarta-feira (23). A escola fica no bairro Caranã, zona Oeste de Boa Vista.

A dupla relatou que os questionamentos foram sobre o tipo de merenda dos alunos e mantimentos que estavam guardados em um freezer. Então, elas contaram que outros servidores usam a merenda escolar para preparar o almoço dos gestores da escola.

Procurado, o Governo de Roraima não se manifestou sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

Conforme as merendeiras, os fiscais também questionaram se elas receberam equipamentos de proteção individual, como máscara e escudo facial. A resposta foi negativa. Ainda de acordo com elas, quatro servidoras de outras escolas também acabaram punidas pelo mesmo motivo.

Segundo as mulheres, os fiscais perguntaram ainda, se elas fizeram um curso de manuseio, pois o governo afirmou ter elaborado um. No entanto, as servidoras disseram que não passaram por este tipo de treinamento.

O grupo de denunciantes aponta, ainda, que a diretora guarda parte dos mantimentos em um freezer na própria sala, enquanto falta merenda para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Represália

Depois da conversa com os fiscais, a gestão retirou as merendeiras da escola e as devolveu à Secretaria de Educação e Desporto (Seed). Agora, seguem com receio de represálias.

Depois que as mulheres responderam aos questionamentos dos fiscais, a direção as convocou. Então, na sala da diretora, elas receberam um memorando para que comparecessem ao departamento de recursos humanos da Secretaria de Estado de Educação (Seed).

“O fato de ela ter nos dado um ‘memo’ logo após a fiscalização do Ministério da Educação, ela não precisava nem descrever, mas ela nos culpou pelos erros que ela como gestora cometeu e o Estado també, E a gente não teve culpa disso. Só respondemos a verdade. Até porque nós não fomos orientadas a mentir e mesmo que tivesse sido, a gente não iria omitir e nem mentir”, disse a merendeira Rosiane Costa.

Mulheres buscaram ajuda no MP

As servidoras procuraram o Ministério Público de Roraima (MP). Conforme o órgão, “o assessor jurídico ouviu o relato das reclamantes e as orientou, quanto à possível prática de assédio moral, a fazer representação administrativa sobre o fato na Secretaria estadual de Educação (SEED), a fim de se apurar a responsabilidade disciplinar da gestora da escola, pois para abertura de procedimento no MPRR, a denúncia deveria apresentar conduta reiterada do denunciado.

Fonte: Da Redação

Fabrício Araújo

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