Servidores se reuniram na Praça do Centro Cívico - Foto: Divulgação/Sinter
Os servidores da educação estadual realizaram, nesta quarta-feira (09), uma paralisação para cobrar reposição salarial e pagamento de progressões e retroativos. Os profissionais se reuniram na Praça do Centro Cívico, em Boa Vista.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinter) convocou a paralisação, que ocorre devido à uma agenda nacional dos servidores públicos. Conforme Josefa Matos, diretora-geral do Sinter, entre as principais reivindicações, além da reposição salarial e pagamento de progressões, está o pedido por melhores condições de trabalho.
“Precisamos que o governo tenha um olhar atento, olhar carinhoso para nossa educação que está tão sofrida. Estamos entrando no terceiro ano de pandemia e o professor está arcando com tudo. Se o profissional da educação não é valorizado, a educação também não tem valor”, disse.
Além disso, disse que as condições das escolas de Roraima também é uma das pautas. Nesta quarta, o Roraima em Tempo mostrou que alunos estão estudando em um barracão devido à falta de reforma em uma escola do Bonfim.
“Várias escolas ainda remota, várias escolas que não tem condição nenhuma de utilização pelos alunos, faltando material. O Sinter está nessa paralisação a nível nacional reivindicando os nossos direitos nessa luta de professor e profissional da educação merece ser reconhecido”, disse.
No último dia 2 de fevereiro, o governador concedeu um reajuste de 11% para todos os servidores estaduais. Contudo, na avaliação da diretora-geral do Sinter, Josefa Matos, o valor não é o esperado pela classe, pois estão com salários defasados.
Conforme o Sinter, eles estão há cinco anos sem receber os reajustes. No entanto, os deputados estaduais aprovaram em dezembro do ano passado, a Lei Orçamentária Anual (LOA) sem o reajuste.
A LOA prevê R$ 397.368.263 para a Secretaria de Educação e Desporto (Seed). Assim como também destinou R$ 638.381.729 para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Durante as sessões para votação da LOA, professores se reuniram dentro e fora da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) para pedir o apoio dos parlamentares. Mas, os deputados não atenderam às reivindicações.
Desde então, a classe cobra do Governo de Roraima a reposição, bem como demais direitos. Ainda em fevereiro, o Sinter protocolou um oficio no Palácio do Governo e na ALE-RR pedindo uma reunião para tratar sobre o assunto.
À época, o governo afirmou que a atual gestão, “promove reajustes salariais exequíveis conforme a disponibilidade financeira.”
Fonte: Da Redação
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