Fachada da Secretaria de Estado da Saúde - Foto: Arquivo/Roraima em Tempo
Tuxauas da região Serra da Lua assinaram uma nota de repúdio para a decisão da Secretaria de Estado da Educação (Seed) em exonerar o gestor da Escola Estadual Indígena Nossa Senhora da Consolata da comunidade Manoá, em Bonfim, Norte de Roraima. A exoneração ocorreu após denúncias de falta de estrutura.
Conforme as lideranças das 20 comunidades que compõem a região da Serra da Lua, a exoneração se trata de um desrespeito aos direitos indígenas. Segundo eles, a autonomia de escolha de seus gestores foi uma conquista dos povos.
“[…] nossas conquistas e duras lutas… Qual uma delas é o processo de escolha de nossos gestores escolares. Entretanto, somos verdadeiros em mostrar as reais necessidades que enfrentamos na educação escolar indígena”, diz um trecho do documento.
Eles pedem ainda que a Seed “reveja seu autoritarismo” e sugere que compareçam à região para um diálogo aberto com as comunidades da Serra da Lua.
Por último, solicitam que após realizarem qualquer atitude que fere os povos indígenas, cumpram o protocolo que garante os processos de organização social das comunidades.
No último dia 9, a mãe de um dos estudantes da escola procurou a reportagem. De acordo com ela, os alunos estavam há um mês estudando em um barracão por falta de sala de aula.
Mesmo com o lugar improvisado, os alunos enfrenta dificuldades pois, com o início do período chuvoso, o telhado caiu e a chuva invadiu o lugar.
Logo depois da denúncia, o governador Antonio Denarium (PP) exonerou o gestor da unidade. Assim, moradores e pais de alunos também fizeram uma nota de repúdio contra a ação pois, conforme eles, se trata de assédio moral e intimidação.
O ex-gestor afirmou que a secretária de Educação, Leila Perussolo o ameaçou de exoneração caso não informasse quem realizou a filmagem da escola. Ao Roraima em Tempo, uma denunciante que não quis se identificar revelou que a secretária chegou a ameaçar os demais servidores da unidade.
Por meio de nota, a Seed esclareceu que os alunos da denúncia são do EJA e que deveriam estudar a noite e não durante o dia.
Entretanto, os pais dos alunos alegam que a escola não tem iluminação, o que não os permite estudarem a noite. Conforme um dos denunciantes, apenas uma lâmpada funciona na área externa da unidade. Os próprios moradores improvisaram o bico de luz.
Nessa segunda-feira (21), uma pessoa que não quis se identificar denunciou que os alunos continuam sem lugar adequado para estudar. Por isso, improvisaram a aula embaixo de um cajueiro nas dependências da escola.
Fonte: Da Redação
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