Foto: Divulgação/UFRR
A I Semana de Educomunicação Socioambiental da Universidade Federal de Roraima (UFRR) está com inscrições abertas. O evento, que ocorre de 23 a 27 de setembro, conta com mesas redondas, conferência de abertura e dez oficinas.
Os interessados podem participar de todas as oficinas que têm duração de quatro horas cada e acontecem em horários e dias diferentes. Qualquer pessoa pode se inscrever por meio de formulário eletrônico. A certificação será feita pela Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PRAE/UFRR) por se tratar de uma ação de extensão.
A Semana começa no dia 23 de setembro, às 14h, na sala de cinema do Centro Amazônico de Fronteiras (CAF). Na ocasião, haverá a mesa-redonda “A Pesquisa Ambiental em Roraima”. O encontro reúne pesquisadores de diferentes áreas para apresentar trabalhos e, assim, discutir os desafios e avanços na produção científica voltada à sustentabilidade.
A atividade reúne quatro grupos da UFRR que desenvolvem investigações estratégicas para o estado: Desenvolvimento rural sustentável, produção agrícola e tecnologia pós-colheita de espécies tropicais e amazônicas; Direito ambiental econômico e energia em prol da sustentabilidade da região Norte do Brasil; Diversidade Biológica em Ecossistemas Aquáticos de Roraima; e Mídia, conhecimento e meio ambiente: olhares da Amazônia. A mediação será do biólogo Sewbert Jati, integrante do Grupo de Pesquisa Mídia, conhecimento e meio ambiente.
Líder do Grupo de Pesquisa Direito ambiental econômico e energia em prol da sustentabilidade da região Norte do Brasil e pró-reitora de Assistência Estudantil e Extensão (Prae), a professora Priscila Vasconcelos esclarece que é importante pensar em políticas públicas no contexto do direito ambiental. Políticas públicas são desenvolvidas em favor desse direito universal.
“Quando a gente traz o direito ambiental para dentro da sua aplicação na parte da Amazônia, mais do que nunca a gente está tentando efetivar as políticas de preservação ambiental de forma que a gente consiga ter o desenvolvimento sustentável na região, ou seja, ter qualidade de vida para as pessoas, ter o desenvolvimento econômico e, acima de tudo, preservar a nossa dignidade da pessoa humana com o meio ambiente saudável”, destaca Vasconcelos.
Na sequência, das 16h às 18h, também na sala de cinema do CAF, ocorre a apresentação de materiais produzidos pelos grupos de pesquisa da Universidade. São eles: Estudos e estratégias para o desenvolvimento sustentável; Mulheres, migrantes, saúde mental e bem-viver; Mídia, conhecimento e meio ambiente: olhares da Amazônia; e o Museu de Solos de Roraima. A sessão terá mediação da professora Vângela Morais, do curso de Jornalismo da UFRR.
A professora Ednalva Duarte, que coordena o Museu de Solos da UFRR, enfatiza o papel do local junto à sociedade, pois ajuda na conscientização da população sobre a importância do solo como recurso natural por integrar os conhecimentos científico e popular.
“Essa integração permite trabalhar o objetivo do museu que é realizar a conscientização da sociedade, como público do local, de que o solo deve ser cuidado por nós, pois é um componente essencial ao meio ambiente e, portanto, essencial à vida, e que deve ser conservado e protegido da degradação”, frisa.
A programação da I Semana de Educomunicação Socioambiental da UFRR segue à noite, com a Aula Magna “Integridade da informação científica”. A atividade ocorrerá às 19h, no auditório do CAF. A pesquisadora Thaiane Oliveira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), vai conduzir a atividade, que abordará o papel da ciência no enfrentamento à desinformação. A palestrante é doutora em Comunicação. Além disso, ela pesquisa desinformação relacionada à ciência, disputas globais, políticas e epistêmicas sobre a informação científica e os processos interacionais na produção do conhecimento, entre outros temas.
As oficinas temáticas, realizadas na sala 141 do Centro de Comunicação, Letras e Artes (CCLA), acontecem de 24 a 27 de setembro. Elas abordam desde ecopsicanálise e desinformação ambiental até racismo ambiental, assim como ensino de natureza, comunicação em contextos migratórios e resistência camponesa. A programação inclui ainda oficinas sobre cobertura jornalística da COP30, tintas naturais de solos, educomunicação, cinema e jogos educativos.
Fonte: Da Redação
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