Polícia

Acusados do “Caso Romano dos Anjos” são uma ameaça a testemunhas, policiais, promotores e jornalistas

O episódio da fuga do sargento da Polícia Militar, (PM) Bruno Inforzato, preso no Comando de Policiamento da Capital (CPC) por suspeita de envolvimento no sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos, expõe a fragilidade do sistema e acende um alerta.

O ocorrido nessa sexta-feira (18) mostra, sobretudo, o risco iminente pelo qual as testemunhas, policiais civis que investigam o crime, promotores de Justiça do Ministério Público de Roraima (MP) e os jornalistas, incluindo o próprio Romano, estão correndo.

Conforme o jornalista da TV Imperial e Rádio 93 FM, Bruno Perez, que acompanha o caso desde o início, existem informações de que devido à periculosidade dos suspeitos, todos poderiam até mesmo serem transferidos para um presídio de segurança máxima fora do Estado. 

“Uma fonte me disse que os promotores do MP estão cientes dos riscos. Agora, é necessário fazer esse pedido à Justiça. Com certeza todos nós estamos correndo perigo. Esses policiais são altamente treinados e na situação em que se encontram podem tentar de tudo”, disse o jornalista.

A Polícia Militar informou em nota que já está investigando a fuga. Os policiais que faziam a guarda do CPC no momento em que o o sargento deixou o local foram flagranteados e responderão por prevaricação.

Regalias do PM investigado no “Caso Romano dos Anjos”

O Roraima em Tempo recebeu a informação de que o policial Bruno Inforzarto já vinha sendo monitorado pela inteligência da PM. Além disso, os outros policiais presos nesse caso estariam tendo regalias como o uso de telefone celular e até comida por meio de delivery. 

Vale lembrar que 10 pessoas estão presas acusadas do sequestro do jornalista. Sendo assim, nove são policiais militares que estavam à disposição do mandante Jalser Renier e um é ex-servidor da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

Todos fazem parte de uma organização criminosa instalada na ALE-RR pelo ex-deputado que, mesmo após perder o cargo, continua solto.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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