Resgate de Romano dos Anjos após o sequestro - Foto: Arquivo/Roraima em Tempo/Nonato Sousa
Parte dos militares presos pelo sequestro do jornalista Romano dos Anjos apresentaram defesa no último dia 6. Cinco dos nove policiais, mais o ex-servidor da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) contestaram as provas colhidas nas investigações.
Além disso, eles também solicitaram ao juiz Claudio Roberto Barbosa de Araújo a inclusão de mais 44 testemunhas. Entre elas, outros 12 policiais militares e Cinthia Padilha, esposa do ex-deputado Jalser Renier.
Por outro lado, Jalser Renier, assim como os outros quatro militares não se manifestaram. Além disso, a defesa de Jalser devolveu sem ler o mandato expedido para ciência do recebimento da denúncia pelo juiz.
Os militares tenente-coronel Paulo Cézar de Lima Gomes, subtenente Clóvis Romero Magalhães Souza, bem como o major Vilson Carlos Pereira Araújo .
As defesas de todos os militares contestaram a materialidade das provas. Conforme os documentos acessados pelo Roraima em Tempo, os advogados alegaram que o material coletado pelas torres de ERBs, que mostraram que os réus estiveram nas proximidades na casa de Romano dos Anjos realizando monitoramento, não são provas suficientes.
De acordo com o inquérito, as provas coletadas com as ERBs mostraram que vários dos policiais ,assim como Luciano Benedicto estiveram por várias vezes nas proximidades da casa do jornalista antes da consumação do crime. Para a polícia, eles levantavam informações.
Diferente dos outros acusados, além da inclusão de testemunhas, o subtente Nadson José Carvalho Nunes pediu acesso na íntegra às mídias de interceptação telefônica.
Além disso, o tenente também solicitou à Justiça o acesso aos laudos periciais de todos os celulares apreendidos. Sobretudo aos que a polícia encontrou em sua residência.
Caso a Justiça aceite seu pedido, Nadon solicitou que, posteriormente, o juiz suspenda o prazo de apresentação de resposta à acusação.
O sargento solicitou ainda o acesso integral a todas as peças do processo principal que ainda segue sob sigilo. Ao todo, o militar fez 10 pedidos ao juiz.
Nadson era amigo de Romano dos Anjos há 23 anos. Conforme o jornalista, eles estudaram juntos no ensino médio. O policial mantinha contato com Romano desde então.
Ainda conforme o jornalista, Nadson foi até a casa de Romano depois de participar do crime e pediu para acompanhar a esposa dele, Natacha Vasconcelos, até o 5º Distrito Policial (5º DP). “Ele disse que queria manter a segurança dela”, relata.
De acordo com o inquérito, no dia em que deu depoimento, Nadson foi até a casa de Romano, fez uma selfie e enviou ao apresentador. O militar perguntou se ele estava em casa. Ao se sentir ameaçado, Romano registrou um Boletim de Ocorrência.
Na defesa, o policial insiste em dizer que era amigo do jornalista e que já tinha combinado uma visita com ele. Por fim, ele pede a inclusão de prints de conversas através de aplicativos de mensagens entre os dois.
Fonte: Da Redação
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