Polícia

Controlador-geral do Estado é alvo de operação da PF em Roraima

O controlador-geral do Estado, Regys Freitas, é alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira, 8, em Boa Vista.

Agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão, assim como o bloqueio de quase R$ 110 milhões.

As investigações apuram desvio de verbas da Universidade Estadual de Roraima (Uerr), na época em que Regys comandou a instituição.

Conforme apurado, há suspeitas de direcionamento de licitação na contratação de uma empresa de engenharia para a Universidade, assim como superfaturamento dos serviços.

O prejuízo estimado é de mais de R$ 100 milhões, o que pode então ter ocasionado enriquecimento ilícito dos membros da organização criminosa.

As equipes cumprem diversas medidas cautelares determinadas pela Justiça Estadual de Roraima, tais como busca e apreensão, sequestro de bens, apreensão de veículos, aeronaves e de valores, colocação de tornozeleira eletrônica e bloqueio de valores. A PF informou ainda que a Justiça determinou o bloqueio de R$ 108 milhões.

A gestão da Universidade Estadual de Roraima disse em nota que é a principal interessada na elucidação dos fatos e afirmou que está à disposição para fornecer todas as informações necessárias às autoridades.

Corrupção

O atual controlador-geral do Estado comandou a Universidade Estadual de Roraima (Uerr) durante oito anos. Regys Freitas ocupou o cargo de reitor de 2016 a 2023. Ele teve a gestão marcada por polêmicas e operações da Polícia Federal (PF).

No dia 18 de agosto do ano passado, a PF apreendeu R$ 3,2 milhões na casa do irmão de um dos sócios de uma empresa investigada, através da Operação Harpia. A quantia estava guardada em sacos de lixo.

A PF obteve informações que indicariam o saque de um possível pagamento de propinas relacionado à contratação de uma empresa de engenharia.

A firma teria vencido uma licitação, no valor de R$ 16 milhões, pela Universidade Estadual de Roraima (UERR) na semana anterior à operação.

Operação da PF no gabinete do ex-reitor

Dias depois, em um desdobramento da operação, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na UERR, ocasião em que os agentes apreenderam documentos.

Em setembro do mesmo ano, o então reitor pediu a anulação do mandado à  Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas da Comarca de Boa Vista.

A defesa de Regys justificou que o contrato com a empresa de engenharia, investigada na operação, venceu licitação na Uerr, publicada em fevereiro daquele ano. Contudo, por um erro, a publicação precisou ser republicada no dia 11 de agosto.

O governador Antonio Denarium nunca se manifestou sobre os escândalos. No entanto, assim que terminou o mandato de Regys como reitor, Denarium o nomeou como controlador-geral do Estado.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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