Romano informou que o policial era seu amigo desde a época da escola - Foto: TV Imperial
“Um dos policiais suspeitos do meu sequestro era meu amigo há 23 anos”. Essa é a declaração do jornalista Romano dos Anjos após a prisão dos seis policiais militares alvos da Operação Pulitzer.
De acordo com o relato do jornalista em entrevista ao programa Mete Bronca da TV Imperial, na tarde desta quinta-feira (16), o suspeito é o subtenente Nadson José Carvalho Nunes e estudou com ele no ensino médio. O policial mantinha contato com Romano desde então.
“Cheguei aqui em 1998, terminei o ensino médio e essa pessoa estudou comigo, se dizia meu melhor amigo na escola. Nunca perdemos contato. Ele conheceu minha casa, eu conheço a mãe dele. Ele me ligava para ir para a casa dele”, relembra.
Ainda conforme o jornalista, Nadson foi até a casa de Romano depois de participar do crime e pediu para acompanhar a esposa dele, Natacha Vasconcelos, até o 5º Distrito Policial (5º DP). “Ele disse que queria manter a segurança dela”, relata.
Romano explica que sempre confiou na Justiça e que agora pode ‘retomar a normalidade’, mesmo com trauma.
“É um trauma que persegue a gente até hoje […] mas sempre confiei na Justiça, em todos os envolvidos na operação. É o início de um alívio”, diz.
Questionado sobre as prisões, o jornalista espera ainda que outros suspeitos sejam detidos.
“Pois são pessoas maldosas, perversas, criminosas e nem todas estão na cadeia. A parte que executou o crime está presa, mas faltam outros envolvidos. Com o decorrer dos dias pode ocorrer a prisão dos demais. Eles estudaram muito, passaram por treinamento, evoluíram na carreira policial e deixam tudo a perder por ganância. Espero ainda que Ministério Público consiga outras provas[…]”, destaca.
O sequestro do jornalista Romano dos Anjos ocorreu no dia 26 de outubro do ano passado. Bandidos o retiraram de casa, o torturam e em seguida o deixaram em uma área na região o Bom Intento, na zona Rural de Boa Vista.
Romano estava com pés e mãos amarrados com fita adesiva, mas conseguiu se soltar. Como resultado, ele passou toda a noite próximo a uma árvore. Em contrapartida, o carro do jornalista foi queimado pelos criminosos.
Por Yara Walker
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