Romano dos Anjos sofreu fraturas durante sequestro - Foto: Divulgação
A defesa dos policiais militares Paulo Cezar Cézar de Lima Gomes e Vilson Carlos Pereira Araújo pediu à Justiça absolvição dos dois. Integrantes do alto escalão da PM, os dois são suspeitos de participação no sequestro do jornalista Romano dos Anjos.
Para fundamentar os pedidos, os advogados chegaram a chamar a denúncia do Ministério Público de Roraima (MPRR) de “genérica” e “mentirosa”. A defesa enviou os dois documentos, com argumentação similar, à Justiça nessa segunda-feira (11) e terça-feira (12).
Os advogados se precaveram de ter o pedido negado e nas mesmas peças chegam a fazer outros pedidos, caso o juiz não entenda que “há falta de provas”. Inclusive, chegam a citar a situação de Jalser Renier, suspeito de chefiar o crime, como exemplo para revogar as prisões.
“Ora, excelência, se o réu Jalser Renier Padilha pode permanecer em liberdade, por, entre outras coisas, ausência de contemporaneidade da medida e de elementos concretos de estar atrapalhando as investigações, com muito mais fundamento deve ser beneficiado o ora réu”, diz trecho usado nos dois pedidos.
Mais uma vez, se adiantando diante de uma negativa, a defesa pede que, caso não sejam revogadas as prisões preventivas, que o juiz “ao menos” aplique efeito extensivo para que os dois tenham as “mesmas medidas cautelares que foram aplicadas” a Jalser.
O major Vilson Carlos Araújo alega que o MPRR não conseguiu provar sua ligação com os outros acusados pelo crime. Além disso, contesta a prova de localização que mostra que ele esteve nas proximidades da casa de Romano dos anjos e Nattacha Vasconcelos na madrugada após o crime.
Conforme o inquérito, o major afirmou em depoimento que teria passado toda a noite em casa. Contudo, seu celular permaneceu sem sinal durante o horário do sequestro. E só voltou a dar sinal novamente na madrugada, próximo à residência das vítimas.
Por outro lado, o tenente Paulo César utiliza a mesma defesa. Ele alega que o MPRR não mostrou a relação deele com os outros suspeitos. No entanto, o MP o aponta como um policial aposentado, que chefiava a ALE-RR e exercia liderança sobre os outros militares.
O militar nega ainda que tenha mandado seu motorista comorar fita silver tape para o sequestro. Conforme ele, a fita era para lacrar caixas de sua mudança.
Por fim, o tenente-coronel classificou a acusação do MPRR como “confusa”, “contraditória” e “avessa”.
Para finalizar, os dois oficiais solicitaram a inclusão de mais 11 testemunhas ao processo. Entre elas, outros policiais militares.
Do mesmo modo, as defesas dos outros policiais presos também solicitaram a inclusão de mais 44 testemunhas no processo. Dessa forma, somado com essas 11, o juiz Cláudio Roberto Barbosa de Araújo irá analisar se aceita ouvir mais 55 pessoas.
Fonte: Da Redação
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