Polícia

Ex-deputado volta a ser alvo da Polícia Federal por suposta fraude em licitação da Seed

O ex-deputado Masamy Eda voltou a ser alvo da Polícia Federal na manhã dessa sexta-feira, 23, em um desdobramento da Operação Escama, que apura supostas irregularidades na execução de contratos destinados ao fornecimento de gêneros alimentícios à Secretaria Estadual de Educação (Seed).

Foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão nas residências e empresas dos investigados. Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 45 milhões em bens.

A apuração teve início a partir da análise do material apreendido durante a primeira fase da operação, que apontou indícios de fraude no fornecimento de produtos como peixe e frango. As investigações também permitiram identificar que outros lotes do processo licitatório investigado teriam sido vencidos por três empresas supostamente vinculadas ao mesmo núcleo operacional e financeiro.

Além do cumprimento dos mandados, a Justiça determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos investigados até o montante total de R$ 45,3 milhões. Também foram impostas medidas cautelares como a suspensão das atividades econômicas, a interrupção de contratos públicos em andamento e o impedimento de participação em procedimentos licitatórios de empresa investigada.

As medidas adotadas têm como objetivo aprofundar as investigações, responsabilizar os eventuais envolvidos e assegurar a recuperação de ativos, visando à efetividade da persecução penal e ao ressarcimento de possíveis prejuízos causados ao erário.

Operação Escama

Na primeira fase, a PF indicou que os produtos entregues estariam em desacordo com o previsto contratualmente, comprometendo a qualidade da alimentação oferecida aos alunos. No dia 7 de agosto, a Polícia Federal apreendeu um carregamento de peixe na Seed. Conforme apurado pela reportagem, a empresa contratada para fornecer tambaqui para a merenda escolar, entregou mandi.

Além disso, há indícios de que a empresa envolvida atua, supostamente, como de fachada, sem estrutura compatível para cumprir o que está no contrato. O Roraima em Tempo apurou que os recursos utilizados no possível esquema são do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb).

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

Recent Posts

Homem é baleado no rosto no bairro Santa Teresa

Bala atravessou uma bochecha, destruiu dentes e parte da língua, saindo pelo outro lado do…

5 horas ago

Máquinas de bronzeamento artificial são apreendidas por representarem risco à saúde

Operação “Marquinha Proibida" resultou na apreensão de 18 câmaras de bronzeamento artificial com radiação UV…

7 horas ago

Baré enfrenta Progresso e Monte Roraima joga contra Sampaio neste sábado, 14

Partida terá transmissão ao vivo às 20h, no canal da TV Imperial 6.1, emissora afiliada…

7 horas ago

Senado lança ‘Guia da Candidata’ que orienta mulheres nas eleições

Guia aborda temas como registro de candidatura, financiamento, comunicação, segurança digital e violência política

8 horas ago

Fachada de loja desaba após chuvas em Boa Vista

Imagens que circulam nas redes sociais mostram pessoas recolhendo parte do material que compunha a…

9 horas ago

RoraiFrut: do negócio familiar à referência em frutos amazônicos com extrativismo sustentável

Consolidada, a empresa roraimense movimentou mais de meio milhão de reais em operações com extrativistas

9 horas ago