Polícia

Homem condenado por homicídio em Roraima é preso no Rio Grande do Sul

Um venezuelano condenado pela Justiça a 15 anos de prisão por homicídios cometidos em Roraima foi preso nesta quinta-feira, 5, no município de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

A prisão ocorreu após troca de informações estratégicas entre a Polícia Civil de Roraima (PCRR) e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS).

O homem, identificado pelas iniciais C.A.M.N., de 42 anos, conhecido como “Carlito”, esta na localidade conhecida como Parada Cristal, onde estava escondido.

A captura ocorreu por policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Caxias do Sul, após diligências coordenadas pelo delegado Luciano Righes Pereira.

Investigação apontou paradeiro no Rio Grande do Sul

De acordo com o delegado Wesley Costa de Oliveira, equipes da Polícia Civil de Roraima compartilharam informações obtidas durante investigações. Elas indicavam o possível paradeiro do foragido no estado gaúcho.

Com base nesses dados, a polícia do Rio Grande do Sul realizou então diligências que resultaram na localização e prisão do condenado.

Suspeito de integrar organização criminosa

Conforme as investigações da PCRR, o homem é um dos principais integrantes de uma organização criminosa de origem venezuelana. Ela atuava de forma estruturada em Roraima.

O grupo é suspeito de envolvimento em tráfico de drogas e homicídios qualificados, principalmente em Boa Vista.

Parte das vítimas, segundo a investigação, seria composta por imigrantes venezuelanos com dívidas ou conflitos com a organização criminosa.

Em alguns casos, as vítimas teriam sido mortas de forma violenta e esquartejadas, com partes dos corpos descartadas em sacos de lixo deixados em vias públicas ou terrenos baldios.

Operação Cuchillo

O investigado também foi alvo da Operação Cuchillo, deflagrada pela Polícia Civil de Roraima em 2021, com o objetivo de combater a atuação de integrantes da organização criminosa envolvidos em homicídios na capital.

Na operação, a equipe cumpriu 17 mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão. Os investigados eram suspeitos da execução de quatro vítimas, sendo três mortas mediante esquartejamento.

Segundo a polícia, C.A.M.N. possui extensa ficha criminal, respondendo por crimes como organização criminosa, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Preso permanece à disposição da Justiça

Por fim, após a prisão, a equipe o levou a uma unidade policial no Rio Grande do Sul, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil destacou que a troca de informações entre instituições de segurança pública é fundamental para localizar e prender foragidos envolvidos em crimes graves.

Fonte: Da Redação

Polyana Girardi

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