Foto: Ascom/ PCRR
Pela primeira vez, a Polícia Civil de Roraima (PCRR) apreendeu a droga do tipo “dry” no estado. Além disso, com a investigação dos agentes, prenderam em flagrante três pessoas por tráfico de drogas em Caracaraí, nesta segunda-feira, 9.
A substância, derivada do haxixe, contém alta concentração do principal composto psicoativo da cannabis.De acordo com o delegado, Júlio Cesar da Rocha, os suspeitos enviaram a droga por encomenda postal.
“A apuração iniciou após informações indicarem que uma mulher investigada por envolvimento com o tráfico estaria recebendo, de forma reiterada, remessas de drogas enviadas via Correios, provenientes de outros estados. Com base nesses dados, as equipes iniciaram monitoramento no endereço vinculado à suspeita”, detalhou o delegado.
Durante a investigação, os policiais acompanharam a entrega de uma encomenda à investigada, de 18 anos, no bairro Santo Antônio, em Caracaraí.
No momento da abordagem, os agentes verificaram o conteúdo da caixa. Então, localizaram a substância entorpecente. Questionada, a mulher admitiu que já recebeu outras remessas com drogas oriundas do Estado de São Paulo.
Além da mulher, os policiais prenderam também dois homens, um de 21 anos e outro de 35. As investigações apontam que eles atuavam diretamente na logística e comercialização dos entorpecentes na região.
“A investigação constatou que o grupo utilizava o fluxo postal para burlar a fiscalização, transportando a droga de forma reiterada entre São Paulo e Roraima“, disse o delegado.
Os agentes identificaram o material apreendido como “dry”, uma variação concentrada do haxixe com altos níveis de THC. Isso porque apresenta maior potência em relação à maconha comum. Por isso, as forças de segurança monitoram esse tipo de droga monitoram, em razão da circulação em rotas interestaduais.
“Esse tipo de droga tem um alto poder destrutivo. Devido à alta concentração de princípios ativos, o potencial de dependência e os danos ao sistema nervoso central são severamente amplificados em comparação a outras variantes da droga. Assim, por ser um produto considerado “premium” e de difícil produção, o “Dry” possui um valor de revenda consideravelmente superior ao da maconha prensada, sendo destinado a um mercado consumidor de maior poder aquisitivo e gerando vultosos lucros para as organizações criminosas. Dessa forma, pode custar aproximadamente R$ 30 mil o quilo”, explicou o delegado.
Durante o interrogatório, a principal investigada admitiu integrar uma facção criminosa.
“Ela revelou que o pagamento das remessas era via PIX e que a droga seria redistribuída sob ordens de lideranças da organização. Além disso, a investigada fazia o uso de tornozeleira eletrônica e esta é a terceira vez que foi presa em menos de quatro meses”, informou o delegado.
Além do haxixe “dry”, os policiais apreenderam porções de pasta base de cocaína, maconha, balanças, celulares e dinheiro em espécie.
Os policiais autuaram os três envolvidos por tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico. Posteriormente, eles foram apresentaram na Audiência de Custódia e tiveram a prisão em flagrante homologada e convertida em prisão preventiva.
Fonte: Da Redação
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