Polícia

Um dia após operação, comandante da Polícia Militar chega à sede da Polícia Federal acompanhado do advogado

O comandante-geral da Polícia Militar de Roraima (PMRR), coronel Miramilton Goiano, esteve na sede da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 24, um dia após policiais federais cumprirem mandados de busca e apreensão em sua residência em operação que investiga a venda ilegal de armas e munições.

Miramilton chegou à sede da PF em Roraima acompanhado de um advogado e também de dois policiais militares. Ele, assim como os agentes, estava fardado.

Operação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã dessa quarta-feira, 23, uma operação contra venda ilegal de armas de fogo e munições em Roraima. Um dos alvos da ação foi o comandante-geral da PMRR, coronel Miramilton Goiano. As equipes cumpriam 16 mandados de busca e apreensão.

A investigação é um desdobramento da Operação Alésia, deflagrada em dezembro de 2020 para investigar policiais penais da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc), suspeitos de crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, peculato, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

Conforme a PF, as investigações identificaram uma intensa negociação de munições e armamentos pelos suspeitos de forma ilegal.

A operação desta quarta-feira contou com a participação do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Roraima (MPRR). Foram mobilizados 80 policiais em Boa Vista e na cidade de Fernandópolis (SP), onde vivem os filhos de Miramilton, também investigados pela PF.

Notas

Em nota, o comandante-geral da PMRR, Miramilton Goiano, negou qualquer participação em atos delituosos. O coronel destacou que, na condição de policial militar, possui armas legalizadas e, portanto, registradas na Polícia Federal.

Além disso, informou que é instrutor de tiro e Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Por fim, disse que nunca foi chamado para prestar esclarecimentos sobre o fato e que sempre “pautou sua atuação profissional pelo mais estrito cumprimento da lei”.

Por outro lado, o Governo de Roraima disse que, por determinação do governador Antonio Denarium (Progressistas), abrirá Processo Administrativo Disciplinar contra todos os envolvidos nas investigações.

Entretanto, um relato que chegou ao Roraima em Tempo mostrou que, devido ao regimento interno da PMRR, o comandante não pode abrir procedimento contra ele própeio.

Desse modo, o governador deve primeiramente exonerá-lo da função para que outro coronel, com mais tempo de patente que ele possa abrir e conduzir um Conselho de Justificação contra Miramilton.

A reportagem pediu um novo posicionamento ao Governo, mas não houve resposta.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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