Raio-x do bebê com clavícula quebrada - Foto: Arquivo pessoal
A família da gestante Rosilene Costa de Paula entrou em contato com a reportagem nesta sexta-feira (30) para denunciar negligência durante o parto na Maternidade Nossa Senhora de Nazareth. Conforme os familiares, mesmo com recomendação para uma Cesária, a equipe forçou um parto normal.
De acordo com o pai do bebê, Joel Gomes, de 27 anos, sua esposa, de 19 anos, deu entrada no hospital na segunda-feira (26). Ele relatou que a gravidez era de risco e necessitava de uma Cesária, pois o bebê era grande para a realização do parto normal e poderia comprometer a integridade física da criança e da gestante.
“A minha esposa não tinha passagem para ter o bebê em parto normal, era para ser um cesariana. A equipe começou a forçar com essas tentativas. O bebê ficou cansado e tiveram que puxar o bebê com muita força. Não foi um parto normal, de forma livre”, relatou.
Segundo o pai, o bebê chegou a nascer sem respiração. Ele disse ainda que, depois de uma reanimação, o seu filho começou a respirar novamente, porém ficou com a clavícula quebrada. Joel percebeu a clavícula quebrada após verificar que local estava inchado e com hematomas.
“Reanimaram o meu bebê e ele voltou a respirar, mas infelizmente ficou com a clavícula quebrada. Depois de um dia do bebê chorando muito, eu percebi que a clavícula dela estava muito alta. A fisioterapeuta que atendeu a gente falou que era normal, mas o bebê estava todo roxo na região. Somente outra fisioterapeuta percebeu que estava estranha a situação”, disse.
Após realizarem um raio-x na bebê, a família teve a constatação que o bebê estava com a clavícula quebrada. Eles procuraram atendimento na maternidade em busca de solução, entretanto, até a manhã desta sexta-feira, nada aconteceu.
Conforme Joel, depois de ir toda hora reclamar da situação, um médico o atendeu e informou que a situação era normal, e que não poderia fazer nada. O profissional, segundo Joel, prescreveu dipirona para a criança.
“De tanto eu reclamar, um médico geral me atendeu. Ele me falou que a situação era normal, pois era um parto de alto risco. A única coisa que ele podia fazer era passar uma dipirona. Mas enquanto isso, a criança está lá sofrendo e chorando. O bebê já está rouca de tanto chorar de dor”, informou.
De acordo com Joel, o sentimento da família é de abandono e medo, pois não sabem se a situação vai se agravar caso eles retornem para casa.
“A gente está com medo de tirar a criança de lá e a situação se agravar. Estamos com medo de inflamar ou até ficar com secreção. Ainda mais com um bebê que está com quatro dias. É um sentimento de abandono, porque é o nosso primeiro filho. Estávamos se programando por esse momento e acontece uma situação dessa. Uma imprudência na hora do parto. É um atendimento desumano”, finalizou.
A Secretaria de Saúde (Sesau) afirmou que verificou as informações junto à maternidade, que informou não haver nenhuma queixa da paciente ou de familiar dela na Ouvidoria da unidade.
A Sesau informou ainda que qualquer reclamação relacionada aos serviços prestados às pacientes precisa ser registrada na direção geral ou na ouvidoria da maternidade, para que a unidade de saúde solicite esclarecimentos ao corpo clínico e adote as medidas cabíveis.
Há também a opção de formalizar reclamação presencialmente na Ouvidoria Geral do SUS em Roraima (OGSUS-RR), que funciona na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, 1364, no Bairro dos Estados (no prédio do TFD).
Fonte: Da Redação
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