Saúde

Com fortes dores de cabeça, mulher desmaia no HGR e familiares reclamam de demora em atendimento: ‘falta de humanidade’

Familiares de uma mulher, de 35 anos, entraram em contato com o jornalismo da Rádio 93 FM nesta quinta-feira, 5, para denunciar a demora em atendimento no Hospital Geral de Roraima (HGR).

De acordo com a sobrinha, que também preferiu não ser identificada, a tia chegou com fortes dores de cabeça e desmaiou duas vezes na unidade. Acontece que a família teme que os sintomas da mulher sejam sinais graves de uma doença e que a demora prejudique ainda mais a saúde dela. Conforme o relato da sobrinha, a mulher chegou desacordada no hospital e voltou a desmaiar na triagem.

“Ela desmaiou em frente ao hospital e só conseguimos socorro graças a um senhor desconhecido que passava pelo local. Mesmo diante da gravidade, não houve o atendimento com urgência”, contou a sobrinha.

Do mesmo modo, a acompanhante explicou que a equipe pediu ainda, para a mulher aguardar para fazer a triagem e passar pelo atendimento médico. Durante o primeiro atendimento, exames para aferir a pressão arterial apontaram alterações acima do considerado normal.

“Ela não consegue nem ficar em pé. A pressão dela estava em 15, conforme o exame…Outros pacientes em condições muito melhores que a da minha tia foram chamados primeiro. Isso é um absurdo e falta de humanidade”, ressaltou.

Mulher procurou atendimento no Cosme e Silva

Além disso, a sobrinha explicou que há certa de 20 dias, a tia procurou atendimento médico no Pronto Atendimento Cosme e Silva já reclamando de fortes dores. No entanto, no local, segundo ela, a paciente é apenas medicada e liberada.

“No Cosme e Silva, eles apenas passam medicamentos. Essa forte dor, com a perda de visão ao nível de desmaiar foi hoje. Ela sequer aguentou ficar em pé” explicou.

Citada

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) para esclarecimentos sobre a situação. Por meio de nota, a Sesau disse que qualquer reclamação acerca de atendimento médico deve ser formalmente registrada na Ouvidoria da unidade hospitalar para que adotem as medidas administrativas.

Fonte: 93 FM

Polyana Girardi

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