Fachada Maternidade Nossa Senhora de Nazareh/ Foto: Gabriel Cavalcante/Roraima em Tempo
A tia de uma grávida de 34 anos, com pressão alta, denunciou à reportagem, nesta terça-feira (19) o descaso e a demora para realizar o parto na Maternidade Nossa Senhora de Nazareh, administrada pelo Governo de Roraima.
De acordo com a mulher, a paciente que já está com 41 semanas de gestação, está internada na unidade desde o último domingo (17), no entanto, a equipe médica alega que a situação da mulher não é de risco, dessa forma a gestante precisa esperar ainda mais.
“Domingo ela veio pra ficar, só que ela já tinha vindo outras vezes […] Dia 13 e no dia 16 também mandaram embora. Agora está na fila de cesariana eletiva porque disseram que não é grave com a pressão chegando a 170×90”, disse a tia.
O Roraima em Tempo entrou em contato com o governo que por meio de nota negou as denúncias. Disse que a paciente está recebendo acompanhamento multiprofissional e que segue sem alterações no quadro clínico, no aguardo pela cesariana.
Ainda de acordo com a tia, essa é a segunda gravidez da mulher. Ela ainda explicou, que neste pré-natal a sobrinha não apresentou nenhuma doença grave, mas que em razão da demora, a sobrinha começou a apresentar um quadro de pressão alta e mesmo assim, a unidade não deu previsão de quando vai ocorrer o parto.
“Foi depois desse vai e volta que começou a alterar a pressão[ da sobrinha]. Ontem falaram que ela estava na lista de cesariana. Hoje falaram a mesma coisa. […] Tem paciente do dia 17 pra essa cirurgia. Acho que estão empurrando até onde der”‘ desabafou.
Conforme a mulher, as duas são de Alto Alegre,interior do estado. logo, a vinda para a capital requer gastos.
“Ficamos na casa de parentes, mas os gastos foram maiores porque a gente faz um planejamento de uma coisa e a gente gasta por um outro lado.”
A reportagem já recebeu outras denúncias envolvendo a maternidade. No último dia 10, uma mulher procurou a redação e relatou o tratamento desumano que a filha recebeu no local.
Sua filha deu entrada na unidade sentindo contrações. No entanto a dilatação não era suficiente para o nascimento da criança. Desse modo, a equipe médica passou a realizar o processo de indução ao parto.
A princípio, a mulher teve 3 centímetros de dilatação. Em seguida passou para 4 centímetros e, na noite de sábado chegou a 8. Contudo, depois a dilatação regrediu para 4 centímetros.
“É uma coisa assim, tremenda que não dá para entender. O amor pelo outro está morrendo. É desumano o que fizeram com a minha filha”, disse.
Fonte: Da Redação
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