Saúde

Mais de 12 mil consultas e 7 mil pacientes são atendidos com Telemedicina no Estado

Em 15 dias, o serviço de Telemedicina implantado pelo Governo de Roraima, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), realizou mais de 12 mil consultas. Só na primeira fase de consultas com médicos especialistas por videoconferência foram atendidos 7.500 pacientes. E estão em curso mais de 4.400 atendimentos, assim reduzindo o tempo de espera pelos pacientes.

Composta por equipes que atendem diariamente em cerca de 40 consultórios digitais, a Telemedicina do Governo de Roraima representa um avanço na modernização da assistência à saúde. Dessa forma possibilita aos pacientes que aguardam atendimento pelo Sisreg (Sistema Nacional de Regulação) consultas com especialistas. Ou seja, por meio de videoconferência, teleinterconsultas e telediagnósticos. Com isso, reduzindo a necessidade de deslocamentos e o tempo de espera pelo atendimento na fila única do SUS (Sistema Único de Saúde). O Complexo Regulador entra em contato com os pacientes por meio de mensagem de WhatsApp ou ligação.

Na primeira etapa, a telemedicina contemplou atendimentos nas especialidades de Neurologia Clínica Adulta, Psiquiatria Clínica, Cardiologia Clínica Adulta e Endocrinologia Clínica Adulta. Do mesmo modo, Reumatologia Clínica Adulta, Gastroenterologia Clínica Adulta, Neurologia Pediátrica, Gastroenterologia Pediátrica e Pneumologia Clínica Adulta.

Atendimentos nos municípios

Além da capital Boa Vista, as especialidades também estão disponíveis no município do Cantá (UBS Sebastião Rodrigues da Silva); em Bonfim (Centro de Saúde Cristino Jose da Silva); Caroebe (UBS Vereador Antônio Lima da Costa); São João da Baliza (UBS João Maia da Silva); Alto Alegre (Centro de Saúde João Mariano Costa) Rorainópolis (Centro de Saúde Dra Maria Yandara); São Luiz (UBS Regina Ribeiro Paiva) e Mucajaí (UBS Vincenzo Di Manso). Cada unidade realiza os agendamentos na plataforma do Albert Einstein.

O atendimento ocorre de forma integrada às unidades de saúde, onde o paciente continua sendo acompanhado pela equipe assistencial local. Enquanto a consulta especializada é realizada em ambiente virtual seguro, garantindo qualidade, continuidade do cuidado e maior resolutividade.

De acordo com o secretário Adjunto da Sesau, Manuel Roque, a implementação surgiu da necessidade de atender a uma demanda de mais de 49 mil pacientes aguardando consultas, após constatação feita pela gestão.

“Depois de identificarmos o alto número de pacientes aguardando uma consulta, estabelecemos uma parceria com o Instituto Famazônia, organização especializada em telemedicina que disponibilizou os profissionais e especialistas necessários para suprir nossas carências. A segunda fase encontra-se em curso, com aproximadamente 4.478 atendimentos concentrados nas especialidades com maior tempo de espera, como por exemplo Neurologia, Otorrinolaringologia, Cardiologia, Dermatologia e Gastroenterologia”, ressaltou.”

Telediagnóstico agiliza emissão de laudos

Outra inovação incorporada à rede estadual é o serviço de telediagnóstico. Ele permite a realização de exames de Eletrocardiograma/ECG nas unidades de saúde e a emissão de laudos por cardiologistas plantonistas. Os especilaistas avaliam o ECG encaminhado de forma remota. Após a análise do ECG enviado, o resultado retorna Laudado à unidade de origem, permitindo que o médico assistente dê continuidade ao tratamento com maior rapidez.

Os telediagnósticos de ECG Laudado estão disponíveis nos municípios de Alto Alegre, Amajari, Boa Vista, Bonfim, Mucajaí, Normandia e Uiramutã. Opção que permite enviar o traçado do Eletrocardiograma digitalmente para uma central, onde especialistas avaliam o exame remotamente e emitem o laudo com segurança.

A utilização dessa tecnologia reduz o tempo de espera pelos laudos, contribui para diagnósticos mais ágeis, diminui a necessidade de deslocamentos dos pacientes e amplia o acesso aos serviços especializados em todas as regiões do Estado.

Com a adoção dessas ferramentas, Roraima avança na utilização da inovação tecnológica como aliada da saúde pública. Garantindo, portanto, uma assistência mais moderna, eficiente e acessível para a população. Especialmente aos usuários que residem em municípios do interior e em regiões de difícil acesso.

Fonte: Da Redação

Josiele Oliveira

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