Saúde

Mulher com problema cardíaco e pulmonar relata falta de medicamento na Saúde do Estado

Em 2019, Emelly Paula Costa, de 30 anos, recebeu o diagnóstico de insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar. Com isso, iniciou tratamento com uso do medicamento Bosentana, que, segundo relata a paciente à reportagem da TV Imperial, está em falta na Saúde do Estado.

Diante da dificuldade de conseguir o fármaco, a família chegou até a promover rifas para adquirir por meios próprios o medicamento, que pode custar em média R$ 5 mil. “A gente começou a fazer rifa para poder comprar o remédio onde a gente conseguia, em farmácias em outros estados, porque antes a gente conseguia pelo menos assim. Aí começou a questão de não ter o remédio, faltar o remédio e a gente entrou com a Defensoria”, explicou.

Mesmo com a ajuda da Justiça, conforme a Emelly, o problema continua e, por consequência, a Saúde também piora. “A gente dá entrada, passa cinco meses para conseguir uma caixa, e isso quando consegue. Por eles eu tomo duas caixas de remédio por ano. E isso eu vou piorando a questão inchaço, do cansaço, do acúmulo de líquido que é grande, falta de ar também, muita tosse”, contou.

Diante da situação, a família da paciente pede providências às autoridades. “A gente tem que tomar providências, porque não pode deixar ela nessa situação. Uma menina nova, tem 30 anos, e vivendo desse jeito. A gente paga nossos impostos, a gente trabalha honestamente para quando a gente precisar de pelo menos medicamento, a gente tem. A Saúde é precária demais aqui”, desabafou a avó Edina Paula.

O que diz a Sesau

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) disse que a alegação não procede. A Pasta informou que o medicamento está disponível para retirada de pacientes já cadastrados na Coordenadoria Geral de Assistência Farmacêutica. A unidade está localizada na avenida São Sebastião, nº 1485, bairro Santa Tereza.

Ainda de acordo com a Pasta, o paciente deve ir ao local em horário horário comercial das 8h às 12h e das 14h às 17h. Ele precisa estar munido de documentos pessoais com foto, laudo, assim como demais encaminhamentos relativos ao tratamento para verificar a viabilidade de retirada do medicamento.

Fonte: TV Imperial

Lara Muniz

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