Saúde

Paciente espera há oito meses por TFD para realizar cirurgia na coluna

Laura Alves sofreu um grave acidente no dia 28 de maio de 2024. A mulher passou por três cirurgias na coluna no Hospital Geral de Roraima, desde então, enfrenta complicações. Conforme relatado à reportagem da TV Imperial, ela já aguarda há oito meses por uma resposta sobre o pedido de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), necessário para realizar uma operação que não é feita em Roraima.

“O pedido do TFD foi feito há oito meses e até agora nada. Eles não dizem nada. Eu fico deitada direto, não posso sentar nem me movimentar”, contou.

Laura afirma que precisa colocar uma placa na coluna, o que permitiria que ela sentasse em uma cadeira de rodas. “Essa cirurgia não é para eu andar, é só para eu sentar […] Não levanto da cama, porque eu não posso sentar, não posso me movimentar”, relatou a mulher.

Ela também reclama de falta de apoio do poder público. “A ambulância do Governo não vem me pegar. Eu chamo eles e eles não vêm. Eu fico aqui jogada. Para eu poder fazer um exame, para eu poder sair, eu tenho que arrumar 400 reais para pagar a ambulância particular, mais o valor do exame, mais o valor da consulta com médico particular. Aí fica difícil a minha vida”, disse.

Sem resposta

A paciente diz que já buscou ajuda de deputados e outras autoridades, mas nunca recebeu resposta da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). “Já pedi de um monte de gente, ninguém consegue nada. Por isso eu vim pedir ajuda para ver se alguém faz alguma coisa por mim. Eu preciso dessa cirurgia”, desabafou Laura.

De acordo com a paciente, o procedimento custa mais de R$ 280 mil, valor que diz não ter condições de pagar. Por isso, ela faz um apelo: “Eu quero muito o TFD para eu operar. Eu estou pedindo para me ajudar, porque eu não tenho condição de pagar essa cirurgia. Eu não tenho condição de jeito nenhum. Então eu venho aqui pedir ajuda para quem pode me levar, me operar e colocar essa placa”.

Citada

Procurada, a Sesau disse em nota que o TFD é uma política nacional ofertada pelo Ministério da Saúde aos Estados quando não há tratamento especializado no local. No caso da paciente, conforme a Pasta, o deslocamento depende inteiramente de disponibilização de vagas nas unidades receptoras em outros Estados, não cabendo à Secretaria a definição de datas ou prioridade de atendimento em outros Estados.

Dessa forma, segundo a Sesau, a demora na liberação do TFD não decorre de omissão ou inércia por parte da Pasta, mas sim de INDISPONIBILIDADE DE VAGA em unidades de referência fora de Roraima, fato alheio à esfera de competência administrativa estadual.

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

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