Saúde

Pesquisa: 95% da população de Roraima depende do SUS

Uma pesquisa revelou que 95% da população de Roraima depende do Sistema único de Saúde (SUS). Com isso, o estado fica em primeiro lugar, seguido do Acre com 94%.

O estudo foi feito pelo Brasil em Mapas, com dados de 2024 do Ministério da Saúde (MS) e da Agência Nacional de Saúde (ANS).

O estado de São Paulo, embora concentre grande número da população brasileira, tem o menor percentual com 59%.

Em nível nacional, 84% da população é exclusivamente usuária do SUS. Conforme a Pesquisa, o sistema atende cerca de 200 milhões de pessoas. A outra parte é beneficiária de plano de saúde e usa o SUS ocasionalmente.

O estudo considera pessoas que não possuem plano de saúde e que, assim, se tornam dependentes do SUS. Considera ainda dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Deficiência

Em Roraima, pessoas que necessitam do SUS, gerenciado em rede estadual pelo Governo de Roraima, encontram dificuldades para receber atendimento.

É o caso do motorista Gervásio Dutra, de 57 anos, que está há mais de um ano no aguardo de uma cirurgia nos joelhos pela rede pública de Roraima. A espera já se estende desde janeiro do ano passado. Enquanto isso, ele não consegue trabalhar por conta de fortes dores.

“Meu problema são as duas pernas. Devido eu ir trabalhando, trabalhando, desgastou os ossos. Eu vim para fazer a cirurgia e a cirurgia foi suspensa. Eu estou desde janeiro correndo atrás disso sem quase poder andar, com muita dificuldade. As vezes as pernas travam, eu caio. Está muito difícil para mim sem eu poder trabalhar”, explica o homem à reportagem da TV Imperial.

Além disso, a deficiência na gestão vai além do atendimento nas unidades de saúde. O Tribunal de Contas da União (TCU), por exemplo, identificou em uma auditoria que a Secretaria de Saúde (Sesau),  no período de 1º de janeiro de 2021 a 1º de abril de 2024, perdeu 494.662 doses de imunizantes do Programa Nacional de Imunização (PNI) por expiração de validade. Os estudos calcularam um desperdício de recursos públicos na ordem de R$ 22.880.339,30.

A equipe de quatro auditores do TCU também encontrou:

  • Deficiência no processo de regulação e ausência de transparência na lista de espera de pacientes referenciados para a média e alta complexidade;
  • Não ressarcimento de valores para custeio de TFD não comprovados pelos pacientes;
  • Fragilidades no cadastro de pacientes usuários de serviços de média e alta complexidade;
  • Taxa de mortalidade materno-infantil acima da média nacional;
  • Deficiências nos controles internos nas contratações;
  • Contratação irregular de serviço hemodiálise por intermédio de credenciamento;
  • Contratação irregular por inexigibilidade de licitação;
  • Superfaturamento na prestação de serviços de hemodiálise à beira leito;
  • Armazenamento e acondicionamento precário, insalubre e inóspito de insumos e medicamentos utilizados para hemodiálise e diálise;
  • Atrasos nos pagamentos a fornecedores;
  • Adesão antieconômica à ata de registro de preços;
  • Pagamento com recursos federais de dívidas de apropriação indevida.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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