Foto: Divulgação/Semuc
A Prefeitura de Boa Vista está promovendo uma oficina de Vigilância da Coqueluche voltada a médicos e enfermeiros da Atenção Primária. O encontro teve início nesta segunda-feira, 4, e segue até amanhã, terça-feira, 5. O evento ocorre no Centro Municipal de Inovação (CMI), localizado na avenida Glaycon de Paiva, bairro Mecejana, das 8h às 12h.
De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente, Pedro Siqueira, os profissionais que atuam diariamente nas Unidades Básicas de Saúde são fundamentais no atendimento à população e precisam estar preparados para o controle da doença.
“Essa é uma iniciativa para reforçar o trabalho das equipes frente a uma doença que pode ser evitada e está sob controle. Em Boa Vista, também destacamos a importância de ampliar a cobertura vacinal, que é o nosso primeiro desafio. Além da prevenção, precisamos estar preparados para lidar com o surgimento de novos casos”, afirmou.
De acordo com dados do painel do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, foram confirmados sete casos de coqueluche no município. Já em 2026, Roraima enfrenta um surto da doença em território indígena Yanomami, identificado pelo Hospital da Criança Santo Antônio, após a internação de duas crianças indígenas com diagnóstico confirmado.
Entre janeiro e abril de 2026, a unidade recebeu 129 casos suspeitos da doença. Nesse período, houve registro de quatro óbitos: três em crianças de até seis meses e um em uma criança de um ano, todos associados a infecções por vírus respiratórios.
De acordo com a coordenadora municipal de Doenças Transmissíveis e Imunopreveníveis, Edimilla Carneiro, esse cenário acendeu um alerta e motivou a capacitação das equipes de saúde.
“A coqueluche circula no Brasil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, desde 2024, e já tivemos casos confirmados em Boa Vista. Estamos reforçando a capacitação para garantir mais agilidade na identificação e no controle da doença no município”, explicou.
Para a enfermeira Lanna Rodrigues, da Unidade Básica de Saúde do bairro Santa Luzia, a capacitação é essencial para identificar casos suspeitos e evitar a propagação da doença.
“Com essa sensibilização, conseguimos multiplicar o conhecimento dentro das unidades e alinhar toda a equipe multiprofissional. Também trabalhamos o bloqueio vacinal e a conscientização da população sobre a importância da vacinação, fortalecendo o trabalho conjunto com a comunidade”, disse.
Sobre a doença
A coqueluche é uma infecção respiratória transmissível, causada pela bactéria Bordetella pertussis. A principal característica da doença são crises de tosse seca, podendo também afetar a traqueia e os brônquios.
A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto com pessoas infectadas, por meio de gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar. Em alguns casos, também pode ocorrer por contato com objetos recentemente contaminados por secreções respiratórias.
A vacina contra a coqueluche faz parte do calendário básico do Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível nas unidades básicas de saúde do município (UBS). A vacinação é gratuita e fundamental para prevenir formas graves da doença, principalmente em recém-nascidos, que são os mais vulneráveis à coqueluche.
Fonte: Da Redação
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