Fachada da Maternidade Nossa Senhora de Nazareth - Foto: Gabriel Cavalcante/Roraima em Tempo
Uma ex-servidora da Maternidade Nossa Senhora de Nazareth, que preferiu não se identificar, reclamou do descaso do Governo com a saúde do Estado. Com foco na maternidade, a mulher que trabalhou na unidade por 23 anos, procurou a 93 FM na tarde dessa quinta-feira (11).
Em primeiro lugar, a ex-servidora relata uma situação ocorrida com a nora em junho. De acordo com ela, a nora estava em um leito esperando a cirurgia cesariana. De repente, parte do teto do bloco caiu e fez com que as pacientes ficassem nos corredores.
Por outro lado, a denunciante relembrou do alagamento que ocorreu na estrutura improvisada da maternidade no dia 1º de agosto. Parte do forro desabou, o que causou desespero e angústia em mães e profissionais.
Vídeos enviados à redação no dia do alagamento mostram as pacientes nos corredores em busca de um lugar seguro. Elas levavam seus lençóis e outros pertences nas mãos.
Da mesma forma, a situação voltou a se repetir no dia 6 do mesmo mês. Logo depois da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) afirmar que os problemas da primeira chuva não haviam atrapalhado o atendimento de pacientes, novamente mães e funcionários se viram desesperados com a invasão da água.
“Já estava previsto [o alagamento], eles sabiam. O pessoal da maternidade tem que ficar calado, porque se qualquer um tentar abrir a boca eles demitem ou botam pra outro município”, disse a denunciante.
“Olha aí, gente! pelo amor de Deus! Nossa situação aqui na maternidade hoje. Meu Jesus amado! Olha só como é que está a nossa sala de água, gente!”, disse uma servidora no primeiro episódio de alagamento.
A Maternidade Nossa Senhora de Nazareth funciona de forma improvisada sob uma estrutura alugada pelo Governo. Nesse sentido, em agosto do ano passado, a Sesau assinou o contrato de aluguel por R$ 10 milhões por um ano. Em seguida, fez um reajuste de 18% e o aluguel passou a ser cerca de R$ 12 milhões.
Conforme a pasta, o local abrigaria a maternidade e o Hospital Geral de Roraima (HGR). Contudo, em vez do HGR, o Governo instalou o Hospital de Retaguarda, fechado em março deste ano.
A Sesau assinou o contrato em agosto, mas apesar disso, transferiu as pacientes da maternidade para o local no dia 5 de junho do ano passado.
Na ocasião, o governador Antonio Denarium (PP) afirmou que a situação duraria apenas cinco meses, enquanto concluía a reforma do prédio. Contudo, um ano depois, a reforma da maternidade continua sem previsão de conclusão.
Na última sexta-feira (5) o Ministério Público de Roraima (MPRR) realizou uma inspeção na obra de reforma e ampliação da maternidade.
O promotor Luiz Antônio Araújo afirmou que o MPRR já havia questionado a Sesau acerca de eventual paralisação da obra e se há problemas com relação a autorizações administrativas.
Luiz Antônio Araújo verificou que a obra está sendo realizada e que “infelizmente há muito o que fazer”. Além disso, ele afirmou ainda que a conclusão vai além deste ano e já trabalham com a possibilidade de alguns setores do local entrarem em atividade antes do término do serviço.
Fonte: Da Redação
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