Saúde

Sancionada lei que amplia direito a cirurgia reparadora de mama e pós-operatório

O presidente Lula sancionou a lei que amplia o direito à cirurgia reparadora da mama em casos de mutilação total ou parcial, independente da causa. A medida está publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 18.

Essa assinatura que eu fiz aqui, trazendo um pouco mais de saúde para o Brasil, cuidando da questão da violência contra a mama da mulher – seja um câncer, seja uma violência por agressão –, dando a ela o direito de fazer cirurgia plástica, é um reconhecimento do papel da mulher na história política desse país, na luta pela conquista da nossa independência. Porque, sem a mulher, nós não existiríamos”, disse o presidente.

A nova legislação altera as Leis nº 9.797/1999, que trata desse procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e a nº 9.656/1998, referente aos planos e seguros privados, para reforçar a oferta do atendimento tanto na rede pública quanto na rede suplementar. Antes da mudança, o direito à cirurgia reparadora era assegurado apenas às mulheres vítimas de câncer de mama.

Atendimento psicológico

A lei também assegura o acompanhamento psicológico e multidisciplinar especializado desde o diagnóstico para as mulheres que sofrerem mutilação mamária decorrente da utilização de técnica cirúrgica para tratamento de qualquer doença.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que as alterações representam avanço no cuidado com a saúde e dignidade das mulheres. “A partir de agora, toda mulher que sofreu mutilação mamária, seja por violência ou por outro motivo de saúde, terá o direito garantido à cirurgia reparadora pelo SUS. Isso é sobre dignidade, autoestima e respeito às mulheres brasileiras”, afirmou Padilha.

Planos de saúde para cirurgia reparadora

Com a alteração da lei, cabe às operadoras, por meio de sua rede de unidades conveniadas, prestar serviço de cirurgia plástica reconstrutiva de mama. Elas devem utilizar-se de todos os meios e técnicas necessárias, para o tratamento de mutilação total ou então parcial do órgão. Inclusive de forma simultânea ou imediata à cirurgia que causou a mutilação, salvo contraindicação médica e com respeito à autonomia e à concordância da mulher.

Márcia Lopes, ministra das Mulheres, comemorou a ampliação do direito e ressaltou o impacto transformador da medida. “É uma lei muito valiosa, porque a reconstrução da mama não é apenas uma questão estética, é a mulher reafirmar sua dignidade e sua autoestima. A garantia dessa cirurgia pelo SUS é o olhar atento do Estado, que reconhece a dor dessa mulher e assegura o cuidado com o corpo e também com a mente, uma vez que ela também terá acompanhamento psicológico. Essa é uma conquista histórica para a saúde de todas as mulheres”, disse a ministra.

A nova legislação entra em vigor em 120 dias, a partir da publicação oficial.

Fonte: Agência GOV

Lara Muniz

Recent Posts

Cinco homens tentam transportar diesel irregularmente e PRF apreende 12 mil litros do combustível em Pacaraima

Suspeitos fugiram pela mata durante abordagem na BR-174 e não foram localizados

5 horas ago

Escola São José inicia ano letivo sem copa, centrais de ar e com banheiro em reforma, diz denúncia

Alunos relatam calor, salas de aula sem estrutura básica e banheiro improvisado

6 horas ago

Licença-paternidade pode chegar a 20 dias; projeto aguarda votação no Senado

Matéria está pronta para entrar na pauta do Plenário, que retoma as atividades neste mês

9 horas ago

Pix passa a ser rastreado em todos os bancos para evitar golpes a partir desta segunda

Medida permite o bloqueio de valores em contas intermediárias e a devolução de recursos em…

10 horas ago

Ovo mais barato: preços atingem menor patamar de janeiro em seis anos

Em janeiro, valores estavam até 27% inferiores aos registrados há um ano atrás

11 horas ago