Saúde

Sesau emite alerta para que municípios de RR aumentem vigilância sobre a coqueluche

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) emitiu um alerta para que os 15 municípios de Roraima aumentem a vigilância sobre a coqueluche.

Trata-se de uma infecção respiratória altamente contagiosa que afeta principalmente as crianças. Em entrevista à TV Imperial, a médica infectologista Maria Soledade explicou quais os principais sintomas e o que causa a coqueluche.

“A principal característica da doença é a tosse paroxística [tipo de tosse grave e incontrolável]. Os sintomas dela, em geral, são febre, um mal estar geral, o paciente pode ter coriza e a tosse”, disse.

A especialista informou ainda como a doença é transmitida e qual a principal forma de prevenção. “A doença é transmitida de pessoa para pessoa por contato direto entre a pessoa doente e uma pessoa suscetível. Pelo contato, as secreções nasofaringes, sobretudo, gotículas ao falar, ao espirrar, ao tossir. E existe sim uma medida de prevenção, que é a vacina, uma medida extremamente eficaz, porém ela não é duradoura”, explicou.

Casos em Roraima

Conforme a gerente do Núcleo de Controle da Meningite e Difteria, Elaine Queiroz, Roraima não registrava casos de coqueluche desde 2019. O primeiro desde então foi confirmado no dia 26 de setembro, em um adolescente de 16 anos.

“Quando saiu esse resultado, nós fomos à escola que ele estuda junto com a Vigilância Epidemiológica do município fazer essa investigação para a gente descobrir quem era o foco ou se tinha mais pessoas contaminadas e nós fomos diretamente na sala dele. Conversamos com a diretora dele, explicamos a situação e na sala dele pegamos dez adolescentes que estavam com sintomas, fizemos a coleta de nasofaringe e trouxemos para o laboratório. Dessas dez coletas, detectamos mais dois adolescentes de 15 anos positivo para coqueluche”, disse à TV Imperial.

Ela disse ainda que, para que os órgãos de vigilância possam monitorar os casos no estado, é preciso que pacientes procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no momento em que identificarem algum sintoma.

“A gente só consegue saber se está tendo aumento dos casos de coqueluche se o médico notificar esse paciente e encaminhar para fazer o exame de nasofaringe para bordetellas. A gente só vai conseguir saber assim. Se eles não notificarem, vai ficar difícil para a gente fazer a vigilância dessa doença. O que a gente recomenda? Apresentou sintomas de dez a mais de 15 dias de uma tosse seca, de uma tosse intensa que não para, um pouco de falta de ar, que procure qualquer Unidade Básica de Saúde, que converse com um médico e, lá, eles vão tomar todas as providências, vão indicar onde terão que fazer o exame, sobre o isolamento, sobre todo o tratamento”, ressaltou.

Fonte: TV Imperial

Lara Muniz

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