HGR já atendeu 58 pessoas em 2021 que tentaram tirar a própria vida
Setembro é o mês dedicado para o alerta e discussões sobre a prevenção ao suícidio.
No Brasil, a campanha Setembro Amarelo começou em 2014, através da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Desde então, organizações e o Poder Público se unem para discutir o tema.
De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019, Roraima foi o segundo estado brasileiro com o maior número proporcional de suicídios.
Entre os número, o suicídio entre os homens foi maior que o de mulheres, com 15,4%. Já o número de mulheres foi de 7%.
Além disso, só em 2021, 58 pessoas deram entrada no Hospital Geral de Roraima (HGR) por tentativa de suicídio.
Por outro lado, a psicóloga Hismayla Pinheiro diz que, apesar das tentativas serem maiores entre mulheres, os homens são maioria.
“Isso se dá devido ao tipo de instrumento usado, método mais agressivo e violento, o que deixa a chance de sobrevivência quase nula. Outro fator é a resistência em procurar ajuda profissional, maior entre os homens. Existe o tabu de que eles não devem ser sensíveis, demonstrar sentimentos, buscar ajuda”, fala.
Os dados alertam para a importância da discussão, assim como quais as maneiras de auxiliar quem passa por situação delicada. A profissional explica algumas maneiras de identificar os sinais antes da tentativa de suicídio.
“Em geral, a ideia de suicídio está ligada a um sentimento de que a pessoa está no fundo poço. Porém, repentinamente, a pessoa começa a demonstrar sinais de felicidade sem motivo aparente, isso pode ser um sinal de que ela já aceitou a decisão de encerrar a própria vida. Caso isso ocorra, busque ajuda urgentemente”, alerta.
A mudança súbita de rotina é outro indicador. Caso a pessoa pare de ir a locais que sempre gostou de visitar, é interessante abordá-la e tentar descobrir os reais motivos.
Além disso, outro sinal é se a pessoa abandonar atividades que lhe davam prazer, sem nenhum motivo.
Durante o mês, muitas pessoas se dispõe nas redes sociais para ajudar quem está pensando em suícidio. No entanto, caso não seja feita de forma responsável, pode piorar o quadro.
Por isso, a psicóloga diz que o primeiro passo é ter ajuda especializada. Contudo, ela alerta que os amigos e familiares também podem ajudar, buscando ocupar o tempo da pessoa, demonstrando sentimentos e estimulando a espiritualidade.
“Não minimize qualquer conversa ou comportamento autoprejudicial, converse sem julgamentos e mobilize uma equipe de suporte para quando você não estiver por perto. Por fim, a recomendação é que a pessoa se ame e busque ajuda profissional. Durante esses momentos, torna-se fundamental cuidar da mente e emoções para que os pensamentos suicidas não dominem”, orienta.
O Centro de Valorização à Vida (CVV) é um dos meios para dar suporte para pessoas com pensamentos suicidas. Assim, quem estiver passando por um momento difícil, o CVV disponibiliza o número 188.
Além disso, em Boa Vista, o Centros de Atenção Psicossocial (Caps) também presta atendimento. O prédio está localizado na Rua Dom José Nepote, nº 901, bairro São Francisco. O contato é (95) 3624-2348.
Na rede estadual, a Clínica Especializada Coronel Mota, localizada na Rua Coronel Pinto, 636, no Centro, dispõe de ajuda psicológica e psiquiátrica. O telefone é (95) 98402-9528.
Por Samantha Rufino
Serviço contempla a Avenida Surumu, Rua João Barbosa e Travessa Mecejana
Medida é preventiva e fabricante já iniciou o recolhimento voluntário de três lotes do produto
Sesau informou que a paciente internada há 11 dias ainda não passou por cirurgia porque…
Atualmente, pacientes com problemas na córnea dependem de doações, que são limitadas para atender à…
Participante do ALI Rural do Sebrae desenvolve máquina que reduz esforço e aumenta produtividade na…
Texto reforça a proteção às vítimas ao permitir que delegados determinem o uso do equipamento…