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Denarium anuncia Leocádio Vasconcelos como secretário da Saúde

Leocádio Vasconcelos é o novo secretário da Saúde. O anúncio foi feito pelo governador Antonio Denarium (sem partido) hoje (23). Ele assume o lugar de Airton Cascavel.

Segundo o novo secretário, o desafio é intensificar o trabalho da equipe no combate à pandemia da Covid-19.

“Eu quero dizer a todos que eu vou me esforçar, todos os dias, para tentar levar uma melhora à saúde do povo roraimense. Não vai faltar dedicação, trabalho, e que Deus abençoe todos nós”, disse.

O contador e bacharel em direito assume em meio às denúncias de falta de medicamentos, materiais e profissionais.

Além disso, precisa de estratégias junto às prefeituras para diminuir a circulação do vírus, bem como a taxa de mortalidade da Covid-19.

Gestores

Leocádio é o nono gestor em apenas dois anos e meio. Anteriormente, estiveram na Pasta: Airton Wanderley, Élcio Franco, Cecília Lorenzom, Allan Garcês, Francisco Monteiro, Olivan Junior, Marcelo Lopes, e Airton Cascavel.

Denarium disse que tem pressa em bons resultados e, por isso, não teve posse oficial. Leocádio assume a partir de hoje para “buscar uma saúde qualidade que é o que a nossa população merece”, falou o governador.

Até agora, Vasconcelos estava como o segundo na Secretaria de Administração, mas em gestões passadas já esteve à frente da Saúde por duas vezes.

Secretaria

A Secretaria de Saúde é alvo de investigações, sobretudo, por suspeita de contratos ilegais para desviar dinheiro público.

No ano passado, a Polícia Federal fez as Operações Vírion e Desvid-19, que apuram lavagem de dinheiro de R$ 20 milhões.

A polícia fala que as fraudes começaram em 2019, já na gestão de Denarium. Chico Rodrigues (DEM), Mecias de Jesus (Republicanos) e Telmário Mota (Pros) fazem parte dos esquemas, de acordo com a PF.

Depois que os esquemas se tornaram públicos, o governador decretou uma intervenção na Saúde, mas, os problemas não acabaram.

Histórico

Pelo tempo em que esteve no governo, Leocádio foi processado em 2013 pelo Ministério Público de Contas (MPC), quando esteve na Saúde. A suspeita era de irregularidades na compra de materiais hospitalares.

O órgão disse que a compra foi feita sem processo licitatório, e a montagem e alteração das planilhas de preços era para beneficiar empresas.

Em seguida, o Tribunal de Contas mandou bloquear os bens de Vasconcelos. A suspeita era que as compras tivessem causado rombo aos cofres públicos de R$ 11 milhões. Contudo, ele negou.

Em seguida, em 2014, o gestor foi alvo de uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF), por conceder licenças para ocupação de glebas, desobedecendo uma decisão judicial.

Já no ano de 2018, ele foi condenado pela Justiça Federal por favorecimento de empresas, durante licitação na Saúde. Ele também rebateu as acusações.

Por Redação

Josué Ferreira

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