A decisão do ministro Luís Roberto Barroso cita que a Corte já fez pedido semelhante - Foto: Divulgação
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Governo Federal dê detalhes, no prazo de cinco dias, sobre a situação do povo Yanomami. A decisão é de ontem (17).
A medida ocorre a pedido do partido Rede Sustentabilidade. A sigla pediu à Corte que obrigue a União a adotar medidas para proteção da vida, da saúde e segurança dos Yanomami.
De acordo com o partido, o Governo Federal vem descumprindo uma série de pedidos do próprio STF para proteção dos povos indígenas. Além disso, cita que há uma “crise efetivamente artificial e planejada”.
“O Governo prefere ter um comportamento de quase cegueira deliberada em relação aos garimpeiros, além de uma aparente omissão voluntária quanto ao fornecimento de medicamentos e outras condições sanitárias para a vida na TI”, avaliou.
Assim, o ministro pediu à União que detalhe informações sobre situação nutricional, de acesso à água potável, bem como serviços de saúde, medicamento e segurança.
O STF também solicitou que o Governo Federal assegure condições mínimas às comunidades. O ministro relembrou que o mesmo pedido foi feito anteriormente, quando o Supremo determinou o plano de enfretamento à Covid-19 nos territórios indígenas.
A ação inicial é do ano passado, feita pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e por seis partidos – Rede, PSB, Psol, PCdoB, PT e PDT. As organizações alegavam que as terras indígenas Yanomami e Munduruku estavam ameaçadas pela presença de garimpeiros. Por conta da invasão, houve uma disseminação de malária e Covid-19.
Para reforçar os pedidos, 17 entidades pressionaram o STF para retirada dos invasores. O documento relembrava a escalada conflitos entre garimpeiros e indígenas, que atingia as comunidades Yanomami desde maio.
No período, os invasores atacaram a tiros, em seguida usaram bombas caseiras. Além disso, os garimpeiros afundaram uma canoa com crianças yanomami. No total, cerca de sete ataques ocorrem nas comunidades.
Para atender a solicitação, à época, Barroso pediu que a União tomasse medidas com urgência. A princípio, a União enviou tropas federais para o território. Logo depois, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Omama.
Na nova decisão, o ministro pediu que o Governo Federal indique quais as providências foram adotadas para atender os pedidos inicias, bem como nome e cargo das autoridades responsáveis pelas ações.
Nesse sentido, o Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta semana que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek’uana (DSEI-YY) apresentem um plano de reestruturação na saúde indígena. O órgão deu um prazo de 90 dias para apresentação do plano.
Conforme o MPF, os órgãos receberam cerca de R$190 milhões para prestação de serviços nos últimos dois anos, mas apresentou pioras “impressionantes” nos indicadores.
De acordo com o Ministério, pelo menos 80% das crianças das comunidades isoladas e 52% das crianças de todo o Território Yanomami estão abaixo do peso.
Fonte: Da Redação
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