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A Inteligência Artificial (IA) já faz parte do cotidiano da maioria dos brasileiros. Uma pesquisa do Observatório Febraban, realizada pelo Ipespe, mostra que 92% da população já ouviu falar da tecnologia e 60% afirmam ter informações sobre o tema.
Apesar da ampla popularidade, a percepção da população é dividida. O levantamento aponta que 30% dos entrevistados dizem sentir, ao mesmo tempo, entusiasmo e preocupação com a IA. Outros 29% relatam apenas preocupação, enquanto 25% demonstram apenas entusiasmo.
A expectativa sobre os impactos da tecnologia também reflete esse cenário. Para 35% dos brasileiros, a Inteligência Artificial trará benefícios e prejuízos para a sociedade. Já 34% acreditam que as vantagens superarão os impactos negativos, enquanto 17% avaliam que os prejuízos serão maiores.
A pesquisa entrevistou 3 mil pessoas nas cinco regiões do país entre os dias 9 e 20 de junho de 2026. O estudo analisou o nível de conhecimento dos brasileiros sobre IA, a frequência de uso, a confiança na tecnologia, além das expectativas sobre seus efeitos na economia, na educação, no mercado de trabalho e nos serviços financeiros.
Entre as principais preocupações, os golpes, fraudes e crimes digitais lideram o ranking, com 84% das respostas. Em seguida aparecem vídeos e áudios falsos capazes de influenciar eleições, citados por 77% dos entrevistados. O impacto ambiental provocado pelos data centers também preocupa 58% da população.
O levantamento ainda mostra que os brasileiros estão divididos em relação à regulamentação da Inteligência Artificial. Para 36%, as regras atuais são brandas demais. Outros 34% consideram que a legislação está adequada. Apenas 12% acreditam que as normas são excessivamente rígidas e 5% defendem que não haja regras específicas para a tecnologia.
Segundo o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, os resultados refletem o momento vivido pelo país. De acordo com ele, o Brasil ainda discute um marco legal específico para a Inteligência Artificial, enquanto órgãos como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) desenvolvem instrumentos regulatórios voltados ao uso da tecnologia e à proteção de dados.
Fonte: Da Redação
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