Mais 30, mas 60
O ministro Nunes Marques pediu mais 30 dias para analisar melhor o processo que acabou na cassação dos mandatos do governador Antonio Denarium e de seu vice, Edilson Damião. O magistrado disse que a questão “merece maior reflexão”. Agora, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Carmem Lúcia deve aceitar e conceder o pedido de Nunes Marques. Com isso, o prazo real pula para mais 30 dias porque a partir de 20 de dezembro o judiciário entra em recesso e os prazos processuais ficam suspensos até 20 de janeiro de 2026. E como resultado, o prazo vence em 11 de fevereiro, quase véspera de carnaval.
O seletivo
O Governo de Roraima deve suspender um processo seletivo da Seed após recomendação do Ministério Público. Além disso, foi instaurado um inquérito civil para apurar se há irregularidade no certame. O seletivo oferece mais de mil vagas e, segundo o órgão, a quantidade prevista indica que não se trata de uma necessidade emergencial, mas sim de uma demanda permanente da rede estadual. Outro ponto é a criação de um cadastro de reserva. Para o Ministério Público, esse tipo de atitude gera expectativa de convocação, o que contraria a finalidade de um processo seletivo simplificado. Ou seja, a prioridade na verdade é a realização de concurso público e não o processo seletivo.
Itens domésticos
A Prefeitura de Caroebe vai contratar uma empresa por mais de R$ 300 mil para fornecer itens de uso doméstico à Secretaria Municipal de Saúde. A empresa contratada tem como principal atividade registrada a prestação de serviços de engenharia. Além disso, o contrato prevê o fornecimento de materiais que, à primeira vista não têm nenhum tipo de relação com a Saúde. No mínimo, curioso.
R$ 600 milhões
O vice-governador Edilson Damião, disse durante entrevista, que neste ano a Seinf, pasta comandada por ele, executou mais de R$ 600 milhões em recursos. Segundo ele, cerca da metade desse valor, aproximadamente R$ 300 milhões, vieram de recursos próprios, enquanto o restante foi de emendas parlamentares de deputados federais e estaduais. Ou seja, dinheiro até teve, no entanto, a gestão deixou a desejar. De acordo com ele, os recursos foram aplicados em obras em escolas, estradas, pontes e no repasse de verbas para algumas prefeituras. Ainda assim, ao se fazer uma retrospectiva, a Seinf se destacaria negativamente por obras paradas, denúncias envolvendo escolas de lona, por reflexo da falta de prioridade na entrega de unidades escolares e as constantes cobranças da população diante da péssima estrutura de diversas pontes no interior do estado.
Guarita
Enquanto isso, a reforma da guarita da Seinf custou R$ 300 mil. Basta passar em frente da Secretaria comandada por Damião, que logo se tem noção de que aquela guarita não tem nem mesmo 10 m². Quem lida com obra em Roraima, sabe que com R$ 300 mil se constrói uma ‘senhora casa’. Mas no Governo de Denarium e Edilson, R$ 300 mil só da para reformar uma guarita.
Da Redação


