Alto Alegre 1
O prefeito de Alto Alegre, Wagner Nunes (Republicanos), encerrou o ano de 2025 na condição de inelegível. A situação decorre de condenação da Justiça Eleitoral por compra de votos nas eleições suplementares realizadas em abril de 2024, convocadas após a cassação do então prefeito Pedro Henrique Machado. Mesmo diante desse histórico, o gestor iniciou 2026 repetindo um rito comum em órgãos públicos: exonerou todos os servidores comissionados. O problema é que, logo em seguida, promoveu novas nomeações, mantendo e até ampliando a estrutura administrativa. Atualmente, o município conta com nove secretarias.
Alto Alegre 2
Paralelamente, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 prevê um aumento de quase R$ 3 milhões em relação ao orçamento de 2025. O cenário revela um crescimento expressivo da máquina pública justamente em ano eleitoral, levantando questionamentos sobre prioridades administrativas e o uso responsável dos recursos públicos em Alto Alegre.
Recompensa
E por falar em Alto Alegre, o prefeito Wagner Nunes sancionou uma lei que concede reajuste de 40% nos salários dos secretários municipais, titulares e adjuntos. A medida aprovada pela Câmara Municipal que também concede 13º salário, já está em vigor, ampliando de forma significativa as despesas com pessoal. O aumento chama atenção não apenas pelo percentual elevado, mas pelo contexto em que ocorre: o município já foi alvo de críticas e questionamentos pela precariedade em áreas essenciais, como saúde e educação, ao mesmo tempo em que havia disposição para altos gastos com eventos e festividades.
Abuso
Durante esta semana, dois casos de violência sexual chocaram a imprensa local. Três adolescentes, com idades entre 13 e 16 anos, foram vítimas de abusos cometidos pelos próprios padrastos. Em um dos episódios, as vítimas eram irmãs, e a mãe se recusou a denunciar o crime às autoridades. No outro caso, uma menina de apenas 13 anos engravidou do acusado; a gestação acabou sendo interrompida. Situações como essas reforçam a importância de denunciar qualquer forma de violência às autoridades competentes. O silêncio protege o agressor e expõe crianças e adolescentes a novos abusos. Também é fundamental que familiares estejam atentos aos sinais e avaliem se os relacionamentos dentro do núcleo familiar são, de fato, seguros e saudáveis, especialmente quando envolvem menores de idade.
Demora
Em agosto do ano passado, o governador Antonio Denarium indicou o senador Mecias de Jesus para ocupar o cargo vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR). A vaga surgiu após a aposentadoria de Manoel Dantas. O que chamou atenção naquele momento foi a velocidade incomum do processo. Em questão de dias, a Assembleia Legislativa aprovou a indicação e realizou a sabatina, num movimento que evidenciou a pressa em “assegurar” a cadeira. A expectativa era de posse imediata, o que não ocorreu até agora. Nos bastidores, uma das especulações seria a de que Mecias de Jesus estaria aguardando o fim de seu mandato no Senado para, então, assumir o novo cargo. Afinal, onde está agora, a urgência demonstrada na indicação e o porquê do silêncio instalado após a aprovação relâmpago.
Da Redação


