De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde é conceituada como “o estado de completo bem-estar físico, mental e social”. O ser humano precisa estar emocionalmente bem para que consiga manter a saúde mental estabilizada.
Infelizmente ainda é bastante comum ver pessoas cuidando apenas do corpo e negligenciando com a saúde da mente. Os cuidados com corpo e mente devem caminhar juntos, pois de nada adiantará estar com um corpo definido se a mente se encontra emocionalmente instável. Em alguns casos de doenças que se manifestam no corpo físico, podem ter íntima relação com problemas de ordem emocional, daí a importância de se trabalhar a Inteligência Emocional, que é a capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar as próprias emoções, bem como as emoções dos outros.
Para que uma pessoa desenvolva essa capacidade de gerenciamento emocional, precisa saber controlar algumas habilidades como autoconhecimento, controle emocional, empatia e habilidades sociais. Saber controlar a Inteligência Emocional levará a pessoa a ser capaz de lidar de forma eficaz com situações estressantes, se comunicar de maneira clara e com empatia, resolver conflitos de forma construtiva e manter relacionamentos saudáveis.
Isso é corroborado por estudos, os quais apontam que a Inteligência Emocional é um fator primordial para o sucesso pessoal e profissional, influenciando de forma bem mais eficaz que o famoso Quociente de Inteligência (QI). De acordo com estimativas dos especialistas no assunto, o sucesso de uma pessoa tem 80% de Inteligência Emocional, enquanto os outros 20% está ligado ao QI.
Importante ressaltar que não existe formula mágica para controlar as emoções, até porque não temos controle sobre a velocidade com que o cérebro processa uma informação, no entanto, ter conhecimento do nosso emocional e saber como agir diante de situações que desencadeiam as emoções, ajudará no controle para decidir o que estamos sentindo e como vamos nos comportar diante desse “gatilho” emocional. Quanto mais nos conhecemos (autoconhecimento), mais efetiva e eficiente será a reação diante do problema.
Importante para esse processo do autoconhecimento é entender quem somos e isso depende de com quem nos relacionamos. O que somos hoje é o resultado das nossas relações familiares, heranças culturais, enfim, é a soma de vários fatores sociais por nós experimentados. Nós humanos somos seres sociais, se a pessoa se isola, deixa de evoluir. A nossa saúde social se origina dessa característica típica do ser humano, ou seja, dessa interação constante com o outro. Estudos comprovam que a socialização interfere diretamente no emocional, onde até as relações com outras pessoas atingem nosso emocional.
Vale ressaltar que se isolar socialmente é um grande risco para a saúde mental. O contato sadio com ouras pessoas libera hormônios, sendo um deles a Ocitocina, que exerce importantes funções no organismo e nas sensações de prazer e afeto. Esse hormônio é conhecido como “hormônio do amor”.
De acordo com a Associação Americana de Psicologia, os níveis do “hormônio do amor” tendem a ser maiores durante experiências ligadas ao convívio social. Esse hormônio é o responsável pelo nosso comportamento nas interações sociais, determinando como vamos agir com o outro, promovendo a empatia, o reconhecimento, o apego, etc.
Diante do exposto, podemos concluir que todos os campos mentais e físicos de um ser humano se conectam integralmente. O ser humano é constituído de pontos que trabalham em conjunto, por isso o autoconhecimento é fundamental. Daí a importância com o autocuidado como um todo para que se possa harmonizar corpo e mente.

Hismayla Pinheiro é psicóloga clínica e especialista em avaliação psicológica com mais de 7 anos de experiência em consultório. Por aqui ela traz orientações valiosas nesse divã virtual de como manter sua saúde mental. Agende sua consulta: (95) 99144-1131.


